Com produção estadual calculada em aproximadamente 2,2 milhões de toneladas, foi aberta a colheita do trigo nesta quinta-feira (22), em Cruz Alta. O município ocupa a segunda posição entre com maior área cultivada de trigo no Rio Grande do Sul, atrás apenas de Palmeira das Missões. A região é importante para a produção do cereal, matéria-prima essencial para a indústria moageira e para a cadeia de alimentos.
O evento contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, e reuniu representantes do setor agrícola para celebrar a importância de uma cultura estratégica para a agricultura gaúcha e para o desenvolvimento econômico das regiões produtoras. Ele ressaltou a contribuição dos produtores e de toda a cadeia produtiva para o desenvolvimento do Estado.
“Realizar aqui a abertura da colheita é uma forma de reconhecer a contribuição dos produtores e de toda a cadeia do trigo para a economia do Rio Grande do Sul. É também uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado no campo e de acompanhar as perspectivas da cultura, considerando as condições climáticas e os custos de produção”, afirmou.
A prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Librelotto, destacou que o fortalecimento do setor primário é fundamental para impulsionar a economia local, garantir investimentos e manter os serviços públicos. “Cruz Alta é um celeiro, a matéria-prima é o grão. E é por isso que a gente precisa sempre de investimentos”, declarou. Paula ainda destacou o potencial de desenvolvimento do município e a perspectiva de se tornar a capital do biodiesel do Rio Grande do Sul, com a instalação de novos empreendimentos ligados ao setor.
Atualização das estimativas de safra
Conforme a atualização da estimativa da Safra 2026 divulgada nesta quinta pela Emater/RS-Ascar, com dados da primeira quinzena de outubro, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares, uma redução de 34,56% em relação a 1.166.163 hectares cultivados em 2025 (IBGE).
A produtividade projetada no início do plantio era de 2.701 kg/ha, e o cenário atual aponta 2.833 kg/ha, sendo 4,88% superior à estimada no momento do plantio, mas ainda dependente do desempenho até o final do ciclo. Em relação à produtividade da safra anterior, a projeção atual apresenta retração de 5,55% em relação aos 2.968 kg/ha obtidos no ano anterior (IBGE). A estimativa de produção é de 2.161.922 toneladas do cereal, o que representa queda de 37,48% em relação a 3.458.083 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de trigo em 5,73 milhões de toneladas em 2026, ante 7,87 milhões de toneladas no ano anterior. A variação reflete principalmente a redução da área semeada e as mudanças na produtividade média.
As condições climáticas seguem entre os fatores acompanhados pelos produtores nesta etapa da safra. No Rio Grande do Sul, as chuvas frequentes e a baixa incidência de radiação solar têm influenciado o ritmo de maturação das lavouras e o avanço da colheita. A umidade também exige atenção à sanidade das plantas e à qualidade comercial dos grãos.
- Bom Dia Associado destaca empreendedorismo e transformação de desafios em oportunidades
- 2ª Seleção de Vinhos BRS Lorena ressalta o valor da cultivar brasileira
- Expoagro Afubra 2027 abre inscrições para o Pavilhão da Agricultura Familiar
