Rural

Como outros municípios do Vale do Caí lidam com a confirmação de gripe aviária em granja de Montenegro

Cidades do entorno monitoram situação e pregam cautela neste momento

Granjas fora do raio de infecção em Montenegro reforçam segurança após confirmação de Gripe Aviária.
Granjas fora do raio de infecção em Montenegro reforçam segurança após confirmação de Gripe Aviária. Foto : Pedro Piegas

Municípios do Vale do Caí estão reforçando a vigilância depois da confirmação do fogo de gripe aviária em Montenegro, mais especificamente na localidade de Bom Jardim do Caí, no interior da cidade. A prefeita de São José do Caí é presidente da Associação dos Municípios do Vale do Caí (Amvarc), Juliane Bender, diz que há “bastante preocupação” com as consequências para a região deste foco confirmado. “Com certeza teremos bastante prejuízo financeiro em virtude de o Estado ser um grande produtor de aves”, disse ela.

“Mas o secretário da Agricultura (Edivilson Brum) nos demonstrou a agilidade com que o Estado interveio no combate ao foco, dificultando o ataque a outras granjas da nossa região”. Alguns dos municípios gaúchos com maior quantidade de cabeças no rebanho de galináceos estão localizados nesta região, segundo o IBGE, como Tupandi, com 144,2 mil unidades, sendo o segundo município gaúcho com maior produção.

Na segunda-feira, dia 19, o prefeito Paulinho Ludwig, a secretária da Fazenda e coordenadora da Defesa Civil do município, Bruna Schuh Junges, e o secretário da Agricultura, Alceu José Schneider, estiveram em reunião com fiscais da Vigilância Sanitária Estadual, buscando esclarecimentos e orientações a respeito da situação. “Nossos produtores estão sendo bem assistidos pelas empresas integradoras, através dos técnicos e médicos veterinários", destacou Paulinho.

O município afirmou estar adotando uma postura preventiva, orientando a população, especialmente os produtores rurais, sobre medidas que podem ajudar a evitar a disseminação da doença. Entre as recomendações repassadas estão manter as aves em locais fechados e seguros, com as devidas condições de higiene, alem de redobrar os cuidados sanitários habituais nas criações. Já em Maratá, o secretário Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Afonso Weschenfelder, disse que a pasta alertou e orientou os produtores de aves. “Em caso de suspeita, o produtor deve entrar em contato com a secretaria”, disse ele.