O Consórcio Regional de Inspeção de Produtos de Origem Animal foi lançado pela Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). A iniciativa está ligada ao Consórcio Público do Extremo Sul (Copes) e irá certificar as fiscalizações realizadas pelos Sistemas Municipais de Inspeção. Com isto, as agroindústrias poderão comercializar seus produtos em todas as cidades que fazem parte do grupo de forma imediata. O objetivo é que posteriormente estas vendas sejam estendidas a todo o país. De forma imediata a iniciativa beneficia 147 das 216 agroindústrias registradas no sul do Estado.
Para a prefeita de Pelotas e presidente da Azonasul, Paula Mascarenhas, em pouco tempo o processo terá um grande impacto econômico. “Não será apenas na agricultura familiar, mas também impactará no turismo e em outras pontas do desenvolvimento da Zona Sul. Ainda não temos como dimensionar esse impacto”, admitiu.
O presidente do Copes e prefeito de Turuçu, Ivan Scherdien destaca que era uma luta constante da região, pois produtores de agroindústrias não podiam vender para os municípios da região. As 23 cidades da Azonasul aderiram ao consórcio e irão trabalhar em parceria. “Em Turuçu, por exemplo, temos quatro mil habitantes e com o consórcio as agroindústrias que podiam vender somente para este público agora tem como foco 800 mil consumidores, então o impacto é enorme economicamente”, exemplificou . Além disso ele destacou a qualidade e confiança que os produtos a serem comercializados irão ter. “ Eles terão etiquetas do consórcio e do Ministério da Agricultura (MAPA), que junto com os veterinários de cada prefeitura e o consórcio realizam a fiscalização”, completa..
Atualmente as agroindústrias só podem comercializar seus produtos dentro dos limites de seus municípios e, com liberações especiais, em eventos como as feiras e festas regionais.
A auditora do Ministério da Agricultura e Pecuária, Beatriz Kuchenbecker explica que a partir de agora o COPES irá integrar os SIMs garantindo a padronização de procedimentos, o que torna possível para as agroindústrias regionais colocarem seus produtos no mercado nacional. “A partir disso podem solicitar fazer parte do sistema brasileiro e ter acesso a um mercado que antes não tinham, pois o Consórcio está transformando as legislações e qualificando os serviços para serem equivalentes aos do Ministério da Agricultura e Pecuária e isso garantirá a abertura do mercado nacional para as agroindústrias da região”, explica.