Rural

Cooperativas trabalham em projeto para gerar de energia elétrica para irrigação

Iniciativa busca ampliar subestação e linhas de transmissão beneficiando municípios das regiões das Missões, Noroeste e Planalto do Rio Grande do Sul

Um grupo de cinco cooperativas está realizando um projeto que busca ampliar subestações e linhas de transmissão nas regiões das Missões, Noroeste e Planalto do Estado. "Temos uma linha de transmissão, alimentada pela RGE, em São Miguel das Missões, que está limitada e precisa de ampliação, não suportando mais carga e buscamos um projeto para solucionar o problema", relata o engenheiro eletricista da Cooperativa de Distribuição e Geração de Energia das Missões (Cermissões), de Caibaté, Nerisom Luiz Rohleder.

Além da cooperativa participam da iniciativa a Ceriluz (Ijuí), a Certhil (Três de Maio), Coprel (Ibirubá) e a Cooperluz (Santa Rosa). O diretor de Distribuição da Coprel, Herton Azzolin, lembra que foi realizado um encontro entre representantes das cooperativas, da Eletrocar (Carazinho) e da RGE, além de produtores rurais envolvidos em irrigação, prefeitos de municípios da região, representantes da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética, com o objetivo de discutir o atendimento com energia elétrica, a crescente demanda de irrigação na região oeste do Estado.

"Além de irrigação, este projeto beneficia o armazenamento de grãos e de cargas industriais, ajudando no crescimento do agronegócio. É uma solução para resolver o suprimento de energia da região para as próximas décadas", afirma. Eles pretendem que o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) dê encaminhamento para uma nova subestação 230 kw em rede básica. "Buscamos a instalação em Santa Tecla, próximo aos municípios de Jóia, Eugênio de Castro e Tupanciretã", confirma.

O estudo já foi iniciado e a previsão é que esteja concluído no primeiro semestre de 2026, posteriormente será encaminhado para leilão e execução da obra via Ministério de Minas e Energia. "O senador Luiz Carlos Heinze está nos ajudando a acelerar o processo para que se torne efetivo no menor prazo possível. Já que o empreendimento destas características normalmente leva de quatro a cinco anos", pondera.

Segundo Heinze, há açudes marcados, que têm a capacidade de irrigar 500 mil hectares em uma região que sofre com a estiagem, mas para serem colocados em funcionamento necessitam de energia elétrica. "Fiz uma reunião com representantes do Ministério de Minas e Energia, pois há problemas no fornecimento de luz naqueles locais", relata.

Uma centena de cidades

A iniciativa irá beneficiar em torno de 100 cidades. "Precisamos de autorização. Todas as cooperativas reclamam que não há energia para atender as demandas", confirma. O Senador garantiu que assim que todos os levantamentos estiverem concluídos deverá agendar uma nova reunião em Brasília, com o Ministério de Minas e Energia e representantes da cooperativas para agilizar o processo. Ele lembra que há sobra de água no inverno e falta no verão e por este motivo a melhoria se torna essencial.

"São 9780 açudes já marcados, mas necessitam de luz para que equipamentos de irrigação funcionem. Já tratei com quatro empresas que se interessaram em ajudar no projeto de irrigação, o que falta é a energia elétrica. Além das cooperativas da produção, queremos envolver os cerealistas, que são associados de quatro das cinco cooperativas da região", projeta.

A Hidropan e a Eletrocar, concessionárias de energia das cidades de Panambi e Carazinho, respectivamente, também estão participando do processo. " A ideia é que façam um mutirão com o governo federal para implantar o processo e a energia chegue a estes locais. A demanda é geral, não é apenas para o agronegócio crescer", conclui.

Veja Também