Rural

Cooperativismo gaúcho deverá apresentar crescimento mesmo com enchente

Expectativa é de indicadores positivos no levantamento em preparação pelo Sistema Ocergs

Registro da visita a redação do Correio do Povo, na terça-feira, dia 24 de junho
Registro da visita a redação do Correio do Povo, na terça-feira, dia 24 de junho Foto : Pedro Piegas

Apesar da enchente histórica de maio do ano passado, os números do cooperativismo no Rio Grande do Sul serão robustos. A informação é do presidente do Sistema Ocergs, Darci Pedro Hartmann, que visitou a redação do Correio do Povo na terça-feira, dia 24. Ele adiantou que os dados serão divulgados no próximo dia 1º de julho, na sede da entidade, em Porto Alegre, no levantamento denominado “Expressão do Cooperativismo”.

“Nós não temos números fechados ainda, mas a gente vê que mesmo com todo esse ano de desafios que nós tivemos são bastante positivos e temos uma expectativa muito otimista no que diz respeito a todos os dados que vamos apresentar”, afirmou.

Hartmann complementou sobre as razões para que, apesar da pressão climática dos eventos extremos, as perspectivas com as informações serem positivas. “Nós entendemos que alguns fatores são fundamentais. Um é a gestão profissional do sistema, o cooperativismo realmente hoje está se profissionalizando cada vez mais e buscando essa integração. Em segundo lugar é a questão do pertencimento, onde o associado é o dono, investe, participa das discussões e da distribuição dos resultados. Em terceiro lugar, eu entendo que seja este modelo de desenvolvimento integrado na comunidade, onde o cooperativismo, ele não só busca ‘sobras’ para si, para seu associado, mas também trabalha nesse desenvolvimento integral na comunidade”, explicou.

Referente aos produtores rurais impactados pelos eventos climáticos extremos, Hartmann avaliou que aqueles que contam com o respaldo das cooperativas estão tendo condições de serem mais resilientes.

“Nós acreditamos que sim, até porque o sistema cooperativo conseguiu um bom recurso a nível federal, um montante de mais de R$ 1,2 bilhão para alongar dívidas dos produtores e isto reinseriu muitos na adimplência na atividade econômica e vão ter condições de fazer o seu plantio”, afirmou, acrescentando que, evidentemente, existem ainda alguns desafios como a recuperação do solo.

No próximo dia 5 de julho, a entidade comemora o Dia Internacional do Cooperativismo.

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