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COP 11 e exportações em pauta na Câmara Setorial do Tabaco

Representantes da cadeia produtiva também definiram a presidência para os próximos dois anos e o calendário de encontros de 2026.

Entre janeiro e outubro as exportações foram de 438 mil toneladas e US$ 2,7 bilhões, acréscimo de 26% e 21%, respectivamente
Entre janeiro e outubro as exportações foram de 438 mil toneladas e US$ 2,7 bilhões, acréscimo de 26% e 21%, respectivamente Foto : Felipe Krause / Pixel18dezoito / Divulgação / CP

Representantes de diversas entidades participaram da 78ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco na terça-feira, 2. Em formato virtual, a reunião teve entre as pautas a definição do novo presidente para o próximo biênio. O grupo foi unânime na recondução de Romeu Schneider à presidência da Câmara Setorial.

Romeu Schneider, que também é vice-presidente da Afubra, agradeceu o apoio e disse que permanecerá atento às necessidades de toda a cadeia produtiva. “Manteremos o equilíbrio e a harmonia para poder conduzir o trabalho de forma responsável, para o bem da cadeia produtiva e do setor como um todo”, disse Schneider.

A primeira pauta discutida pelo grupo foi a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT). Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), destacou que mais uma vez o Brasil foi protagonista ao levar medidas que afetam diretamente a cadeia produtiva.

“A mobilização dos parlamentares em Genebra foi fundamental, o que fez com que fosse possível algum tipo de diálogo. Mas temos agora um trabalho interno, de buscar o diálogo aqui no Brasil, dentro do governo. E a mobilização vai ser novamente muito necessária. Esse é o desafio de todos os representantes da cadeia produtiva visando a COP 12”, avalia Thesing.

Como encaminhamento, os participantes definiram pela manutenção do GT COP, oficializando também o grupo de trabalho entre os membros da Câmara Setorial.

Exportações

As exportações brasileiras de tabaco também foram pauta da reunião. Segundo informações do MDIC/ComexStat, entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 438 mil toneladas e US$ 2,7 bilhões, o que representou um acréscimo de 26% e 21%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2024. O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, avalia que o resultado está dentro da expectativa apontada pela consultoria Deloitte, de aumento entre 15,1% e 20% no volume e de 2,1% a 6% no montante exportado.

Os principais países importadores no período foram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Emirados Árabes e Turquia. Sobre a situação dos embarques para os EUA, Thesing comentou que os clientes americanos, após a janela de 6 de agosto, suspenderam os embarques, aguardando a resolução da questão das tarifas, mas que por uma questão de necessidade de matéria-prima, estão sendo autorizados pequenos volumes.

“Além da questão da tarifa, problemas logísticos do porto de Rio Grande também estão sendo superados. Nesse sentido, se em novembro e dezembro conseguirmos exportar valores semelhantes aos do ano passado, ainda podemos alcançar uma exportação recorde. Aqui está a prova da importância desse setor, os números por si só mostram isso. Mesmo diante de tarifas, de entraves logísticos, ainda assim, podemos superar a casa dos US$ 3 bilhões”, enfatizou Thesing.

Safra 2025/2026

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, trouxe informações ao grupo sobre a safra que está no campo e que tem estimativa de alcançar 685 mil toneladas. Segundo Drescher, o tabaco tem sido afetado pelo clima, com oscilações de chuva excessiva e granizo em algumas regiões, mas também escassez hídrica em outras áreas. “Estamos torcendo pelo melhor e esperamos uma boa safra se o tempo colaborar daqui para frente”, comentou.

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