O abate de suínos e de frangos bateu recorde em 2020, quando cresceram 6,4% (49,3 milhões de cabeças) e 3,3% (6 bilhões de cabeças), respectivamente, na comparação com 2019. A nível Rio Grande do Sul, o abate de suínos registrou uma leve queda de 0,9% (8,3 milhões de cabeças), enquanto o de frangos teve alta de 0,2% (815 milhões de cabeças). Os dados são da Estatística da Produção Pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta quinta-feira.
Já o abate de bovinos caiu 8,5% em 2020 (29,7 milhões de cabeças), depois de três anos de crescimento. O Rio Grande do Sul seguiu esse movimento, com queda de 3,5% (1,89 milhões de cabeças).
Para o supervisor da pesquisa, Bernardo Viscardi, a alta de abates de suínos e frangos se deve pela forte demanda do mercado interno, que preferiu carnes mais baratas que a bovina em função da crise econômica. Em relação aos suínos especificamente, o mercado externo também foi demandante, em função da Peste Suína Africana.
Já em relação aos abates de bovinos, Viscardi observa que estamos no chamado ciclo de alta na bovinocultura, após um período de baixa. “A arroba subiu de preço e o bezerro, um dos principais insumos de produção, está escasso e valorizado, o que faz com que quem tenha fêmea retenha para criação de mais bezerros”, explica.
A produção de ovos de galinha e a aquisição de leite também aumentaram, respectivamente, 3% (3,96 bilhões de dúzias) e 2,1% (25,5 bilhões de litros) em 2020 no Brasil. Já a aquisição de couro caiu 7,4% (30,8 milhões de peças) na mesma comparação
*Sob supervisão de Elder Ogliari
