Rural

Depois da chuva, soja se encaminha para uma boa safra

Produtor espera que perspectivas de colheita cheia e preços em
alta se confirmem para se recuperar da frustração do ano passado

Foto : Fabiano Zeni / Divulgação / CP Memória

Depois de uma safra difícil como a de 2019/2020, com perdas de 47% na produtividade, o ciclo 2020/2021 da soja poderá proporcionar ao produtor do Rio Grande do Sul a chance de se recompor dos prejuízos aproveitando as condições de preço que o mercado tem indicado para a oleaginosa. A expectativa é do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (FecoAgro/RS), Paulo Pires, que considera animador o desenvolvimento das lavouras até o momento e projeta uma safra de soja no Estado “mais próxima da normalidade”. 
A estiagem, que se iniciou ainda no final de 2019, reduziu quase pela metade a produção de soja estimada para o Estado em 2020, o que impediu que os produtores usufruíssem, por terem pouco a ofertar, dos patamares históricos de cotação do grão, em algumas ocasiões acima dos R$ 170,00 a saca. Segundo Pires, a conclusão do plantio dentro do zoneamento agroclimático para a safra reforça as condições favoráveis da cultura, com regiões apresentando grande potencial produtivo, ao contrário do que se viu na mesma época do ano passado. “Tomara que os produtores e as cooperativas tenham volume para comercializar nos preços especiais que o mercado está pagando hoje”, diz o dirigente.
Os prognósticos da Fecoagro são reforçados pelo levantamento semanal da Emater, que informou que chuvas recentes beneficiaram as plantações.