O panorama geral da olivicultura no Rio Grande do Sul será tratado na 4ª Reunião Técnica Nacional e no 4º Encontro Estadual de Olivicultura, de 24 a 26 de novembro. O Estado tem a maior área plantada do país, com seis mil hectares,um salto de 7400% de crescimento em comparação aos 80 hectares cultivados em 2005. Em torno de oito cultivares ( Koroneik, Arbequina, Arbosana,Coratina,Galega, Picual, Frantoio, Leccino), adaptaram-se às condições climáticas do território gaúcho. A programação prevê três painéis que serão apresentados por sete especialistas Brasil, Uruguai e Espanha abordarão a situação da olivicultura nas principais regiões produtoras do Brasil e no Uruguai, o comportamento produtivo das principais cultivares, aspectos nutricionais e fitossanitários entre outros.
A pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) e coordenadora geral da 4ª Reunião Técnica Nacional e do 4º Encontro Estadual de Olivicultura, Andréia Rotta de Oliveira, explica que o objetivo das atividades é levar informações para os produtores que se dedicam à olivicultura e proporcionar uma troca de conhecimento entre pesquisadores da área. “ Convidamos um pesquisador de Córdoba, na Espanha, que vai falar sobre a alternância de produtividade da cultura, que em um ano é satisfatória e no outro apresenta queda”, explica.
Os eventos são tradicionalmente organizados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) em parceria com a Embrapa, Emater/Ascar-RS e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste ano será, pela primeira vez, será totalmente online devido à pandemia. Esta edição também conta com o apoio das universidades de UFRGS, Ufpel, Unipampa, UFSM e Colégio Politécnico de Santa Maria. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Embrapa Clima Temperado.
Estado_No Rio Grande do Sul, aproximadamente cerca de 65 municípios tem áreas ocupadas pelo cultivo de oliveiras. Dados do Instituto Brasileiro de Olivicultura( Ibraoliva) indicam que o Estado tem 300 produtores atuando na cultura e 35 marcas de azeite de oliva registradas.
Segundo a pesquisadora, a safra 2019/2020 foi marcada por condições climáticas adversas, causando uma grande diminuição na produção, quando comparada à safra 2018/2019. Neste ano, a produção estimada foi em torno de 48 mil litros de azeite. “Porém, em termos de qualidade, o azeite gaúcho teve, mais uma vez, uma safra excelente, com marcas conquistando prêmios em concursos internacionais”, enfatiza.
