Rural

Enxurradas e granizo provocam retração na colheita do arroz gaúcho

Caíram os índices de produção, produtividade, área cultivada e área colhida

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou os números finais da colheita no Estado. O censo envolveu dados de quase 70% dos produtores gaúchos. Na safra 2009/10, a área cultivada foi de 1.085.975 hectares, 1,78% menor em relação à anterior, quando 1.105.728 hectares foram semeados. Já a área colhida foi de 1.056.896 hectares, tendo como área perdida um total de 29.079 hectares, o equivalente a 2,68% do total da área cultivada.

A perda ocorreu, quase que exclusivamente, em função das enxurradas provocadas pelo fenômeno El Niño entre a implantação e o desenvolvimento da lavoura no Estado. O fator climático também determinou o atraso do plantio e afetou a produtividade média da lavoura. Cerca de 3,5 mil hectares foram atingidos pelo granizo. Destes, 2,5 mil hectares foram totalmente perdidos.

A produtividade média alcançada foi de 6,4 toneladas por hectare, sendo 11,34%, ou quase 800 quilos abaixo da produtividade da safra passada, que foi de 7,2 toneladas por hectare. A região da Fronteira-Oeste apresentou a maior produtividade média, com 6,9 toneladas por hectare - uma redução de 10,89% sobre a safra anterior. A região mais atingida pelas inundações foi a Depressão Central, com 5,6 toneladas por hectare, uma retração de, aproximadamente, 21% sobre a produtividade anterior.

Na região da Fronteira-Oeste, o município de Quaraí apresentou a melhor produtividade, com 7,7 toneladas por hectare colhidos. Em seguida, Uruguaiana teve uma produtividade média de 7,4 toneladas por hectare. As menores produtividades foram em Manoel Viana, na Fronteira Oeste, com média de 4,6 toneladas por hectare e São Francisco de Assis, na Campanha, com 4,7 toneladas por hectare.

A produção total foi de 6,821 milhões de toneladas, uma redução de 15,23% sobre a colheita recorde de 8,047 milhões alcançadas na safra anterior. As perdas, em relação à safra anterior, foram de 1,226 milhão de toneladas. A produção da Depressão Central apresentou o recuo mais significativo em relação à safra anterior, com retração de 33,5% , seguida da Campanha com 19,5% e a Fronteira-Oeste com redução de 14,67% sobre a safra passada.

Segundo o presidente do Irga, Maurício Fischer, a produção alcançada, apesar de todos os fatores climáticos desfavoráveis, ainda originou a quarta maior safra regional. Ela é justificada pela adoção de tecnologia e principalmente, por que 62% da área ainda foram semeados dentro da época adequada, e com boa produtividade.

(Com informações do Irga)