Rural

Equipamento vai mapear infiltração de água nos solos gaúchos para banco de dados

Porosidade e erosão estão entre as situações que serão pesquisadas no território do Rio Grande do Sul

Utilizado pela Embrapa Trigo, demonstração do equipamento foi realizada em Porto Alegre
Utilizado pela Embrapa Trigo, demonstração do equipamento foi realizada em Porto Alegre Foto : Fernando Dias / Ascom Seapi / Especial / CP

O infiltrômetro chamou a atenção nesta segunda-feira, dia 17, de quem passava pelo pátio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre. Utilizado pela Embrapa Trigo, uma demonstração do equipamento, que mede a taxa de infiltração de água no solo, foi realizada no turno da manhã, na capital gaúcha.

A Seapi divulgou que diversas instituições devem formar uma parceria para o desenvolvimento de um banco de dados sobre os diferentes solos que compõem o Rio Grande do Sul e estiveram presentes na demonstração. Entre elas, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Emater-RS/Ascar, e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), além da Embrapa e da própria Seapi.

“A ideia é reunir diferentes instituições que trabalham com o solo, nas áreas de pesquisa, extensão, setor público tanto federal quanto estadual, e juntos mapear os diferentes tipos de solo, a porosidade, os níveis de irrigação e erosão, criar um banco de dados e desenvolver políticas públicas que auxiliem os produtores rurais”, destaca o engenheiro agrônomo Giovani Faé, chefe adjunto da Embrapa Trigo.

Com esse objetivo, conforme a Seapi, a Embrapa adquiriu cinco equipamentos com recursos do programa Recupera Rural RS, iniciativa que reúne plano de ações emergenciais e estruturantes para apoiar a recomposição de paisagens e a recuperação agroprodutiva sustentável do Rio Grande do Sul. A própria Seapi deve receber mais 10 equipamentos que vão se aliar aos da Embrapa no desenvolvimento deste banco de dados. Provavelmente em março.

“É um equipamento inovador, pois simplifica o processo de medição da infiltração de água no solo, eliminando a necessidade de cálculos manuais. E ao gerar estas informações, vai ser possível recomendar práticas de manejo do solo para os produtores rurais visando qualificar o Sistema Plantio Direto no estado”, destaca o pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, Jackson Brilhante.

Segundo Brilhante, o trabalho em rede com outras instituições vai permitir a captação de uma maior quantidade de informações, que vão propiciar um diagnóstico mais assertivo para o produtor rural. O diretor do DDPA, Caio Efrom, reforçou que, para a pesquisa, podem ser utilizadas as unidades de referência da Emater, que já tem parceria com o DDPA, e onde são desenvolvidos atualmente estudos nas áreas de plantio direto e redução das emissões de gases do efeito estufa.

Uma nova demonstração do uso do infiltrômetro está prevista para ser realizada durante a Expodireto Cotrijal, entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque.

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