Rural

Estado deve receber cinco mil toneladas de milho da Conab

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou leilão para remover 33,4 mil toneladas de milho e abastecer o Programa de Vendas em Balcão (ProVB)

 O anúncio de um novo leilão para remover 33,4 mil toneladas de milho feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)  aliviou, mas não tirou a preocupação das entidades gaúchas de aves e de suínos, que passam dificuldade para comprar o grão, principal insumo da ração animal, devido à alta cotação, que chegou a passar de R$ 80 o preço da saca de 60 quilos. O objetivo da ação da Conab é contratar serviços de transporte para deslocar os estoques públicos do grão e abastecer o Programa de Vendas em Balcão (ProVB), direcionado aos pequenos criadores, conforme título 22 do Manual de Operações da Conab (MOC).

O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, afirma que, desse total publicado, cinco mil toneladas serão destinadas para as três unidades do Rio Grande do Sul. “ São 1,5 mil toneladas para Erechim, 1,5 mil toneladas para Marau e 2 mil toneladas para Cruzeiro do Sul”, destaca. No momento, os estoques públicos da Conab no Estado somam 3.638,3 toneladas de milho, sendo que 180,3 toneladas já está em deslocamento. O total comercializado neste ano foi de 12.804,9 toneladas e atendeu 567 produtores rurais, todos enquadrados nas exigências do ProVB.

O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador,  avalia que todos os produtores precisam do grão e não apenas os participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Independente da quantidade reservada para o Rio Grande do Sul, tem que mudar o público que terá acesso a esse milho e ampliar,pelo menos, para os produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp)”, avalia.

O presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Eduardo Santos, considera que o volume é pequeno e atende um número restrito de produtores, mas vê como um movimento que comprova que há milho e que se faz necessário flexibilizar a comercialização. “ Pandemia, estiagem,La Niña são situações que alavancaram uma especulação diferenciada, mais forte e isso que elevou os  preços para um patamar fora do comum”, explica Santos lembrando que ainda tem a valorização do dólar que favorece para um cenário de altas cotações.