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Expodireto termina com "negócios dentro da realidade", avalia presidente

Feira teve redução de 28% na movimentação financeira em relação a 2015

Feira teve redução de 28% na movimentação financeira em relação a 2015
Feira teve redução de 28% na movimentação financeira em relação a 2015 Foto : Alina Souza
Influenciado pela crise econômica, o volume de negócios da 17ª Expodireto Cotrijal, encerrada nesta sexta-feira em Não-Me-Toque, foi de R$ 1,58 bilhão, um total 28% inferior ao de R$ 2,18 bilhões de 2015. “Os números ficaram dentro da realidade que vivemos”, avaliou o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica. O dirigente destacou, no entanto, que, “mais uma vez a feira cumpriu seu compromisso de levar informações e as mais modernas tecnologias ao homem do campo”.

Ao analisar o resultado da Expodireto, Mânica lembrou que a crise que o país está enfrentando acaba prejudicando todos os setores da economia. “O Brasil vive o momento mais crítico da sua história política e precisamos que acorde, para que possam ser feitas as mudanças necessárias para a economia”, disse, ressaltando que não estava falando em partidos, mas em gestão. 


Nos resultados obtidos pelos diferentes setores da feira, a maior queda ocorreu no pavilhão internacional, com recuo de 83%, de R$ 237 milhões em 2015 para R$ 39 milhões em 2016. Mânica justificou este índice explicando que, no ano passado, foram comercializados grãos e, neste ano, o interesse foi pela área de máquinas e equipamentos.

A surpresa positiva foi, mais uma vez, o Pavilhão da Agricultura Familiar, que registrou aumento de 12% nos valores comercializados em relação ao ano passado. Os 220 expositores faturaram R$ 956 mil nesta edição. Em 2015, com 177 expositores, a área vendeu R$ 854 mil.

Os dias de chuva, segundo a organização da feira, contribuiram para a redução no público, de 230,1 mil pessoas em 2015 para 210,8 mil em 2016. A próxima edição da feira já tem data marcada: será de 6 a 10 de março de 2017.