Neste ano, o Rio Grande do Sul sofreu perdas de 43,8% na soja e 40% no milho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Para reverter o quadro, a Expointer aposta na tecnologia como aliada para driblar os efeitos do clima. O uso de instrumentos como tráfego controlado, GPS com correção em tempo real e piloto automático para irrigação permite maior controle da produção.
As perdas nas lavouras de soja poderiam ser ainda maiores caso não tivessem sido utilizadas essas tecnologias, conforme o governador. "Irrigação não é um instrumento a ser usado em seca. Irrigação é para aumentar a produtividade em qualquer tempo. Os Estados Unidos têm alto uso de irrigação, mas isso não evitou as perdas com a seca. O importante é produzir mais com o mesmo espaço", afirmou.
No evento, Tarso salientou que os desafios do Estado são relativos à sustentabilidade para o desenvolvimento econômico, aumento da produtividade e da assistência técnica, e cuidados com a terra, agregando valor, diminuindo as desigualdades regionais, diversificando a produção, rompendo as monoculturas e incentivando o associativismo. "Estamos trabalhando para que o campo gaúcho esteja devidamente representado neste evento", resumiu o governador.
A expectativa é de bons negócios na 35ª edição da Expointer, que conta com 7.927 animais inscritos e 2.308 expositores confirmados. O número de visitantes esperado é estimado em 500 mil pessoas e a previsão de vendas é superior a R$ 850 milhões. O evento ocorre até o dia 2 de setembro.
