Apesar de ser vitrine do agronegócio, artistas aproveitam Expointer para ganhar público
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Apesar de ser vitrine do agronegócio, artistas aproveitam Expointer para ganhar público

Palhaços Kekéu e Biscoito alegram os corredores da feira e também tentam lucrar com as brincadeiras

Por
Fernanda Bassôa

Kekéu, que mora em Uruguaiana, e Biscoito, residente em Santa Maria, trabalham neste ramo há mais de 20 anos

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Quem caminhou pelos corredores da Expointer, em Esteio, ao longo da semana, com certeza deve ter se deparado com uma dupla de palhaços, vestidos com roupas coloridas, rostos caricatos e usando calçados enormes, visivelmente maior que o pé.

Os visitantes que cruzam pela rota dos palhaços Kekéu e Biscoito não são poupados e imediatamente se transformam em alvo de piadas e chacotas, roubando gargalhadas de quem está por perto. “Nosso foco é sintonizar e interagir com o público, especialmente com as crianças. Não escolhemos faixa etária, pois o que queremos é levar alegria às pessoas”, disse o autônomo Marchelmo Gimenez, 40 anos, mais conhecido na feira como Kekéu.

Ao manipular balões, transformando-os em formas diversas, Kekéu e Biscoito chamam atenção da criançada com a finalidade de, então, comercializar o que eles chamam de “flor mágica”, uma espécie de origami feito de papel colorido que mais se parece com papel crepom.

A venda das flores, ao preço de R$ 10, é revertido para a compra dos balões. E, assim, seguem levando alegria para os corredores e estandes da feira. “Trabalhamos com a comicidade e temos sintonia entre nós”, disse Lizandro Souto, 47 anos, o Biscoito.

Kekéu, que mora em Uruguaiana, e Biscoito, residente em Santa Maria, trabalham neste ramo há mais de 20 anos.

Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP