Criadores que perderam animais em acidente a caminho da Expointer são homenageados
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Criadores que perderam animais em acidente a caminho da Expointer são homenageados

Bovinos eram transportados de Guarapuava quando caminhão tombou na ERS 122, em Farroupilha

Por
Cintia Marchi

Presidente da Associação dos Criadores de Normando do Brasil e dono de três fêmeas mortas no acidente, Jacques Schinemann se emocionou ao receber a placa

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Os dois criadores do Paraná que perderam 13 animais em um acidente, na véspera do início da Expointer, receberam na noite desta sexta-feira uma homenagem, na sede da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), no Parque de Exposições Assis Brasil.

O presidente da Associação dos Criadores de Normando do Brasil e dono de três fêmeas mortas no acidente, Jacques Schinemann se emocionou ao receber a placa. “Só quem gosta e quem cria, sabe qual é o sentimento”. 

Representando o criador Tiago Bastos, que perdeu 10 animais Canchim, o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Canchim, Adriano Lopes, recebeu também uma placa e as faixas de grande campeão fêmea e macho da raça. As faixas serão levadas para a fazenda de Bastos, em Guarapuava (PR). Ele seria o único expositor da raça na Expointer. 

Segundo o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia, a homenagem valoriza os pecuaristas e demonstra solidariedade. “Abraçando estes criadores que tiveram um infortúnio, abraçamos a todos eles e todas as associações”, diz. A vinda dos animais Canchim do Paraná para a Expointer representaria a retomada da participação da raça, ausente há seis anos no evento.

Faixas de grande campeão fêmea e macho da raça serão levadas para a fazenda em Guarapuava | Foto: Guilherme Testa

O técnico de registro do Canchim no Rio Grande do Sul, Nathã Carvalho, explica que a exposição destes animais na feira ainda depende de criadores de fora do Estado, já que no Rio Grande do Sul somente neste ano foi reiniciado o registro de rebanhos Canchim. Este movimento permitirá, nos próximos três ou quatro anos, que animais nascidos em fazendas gaúchas estejam aptos a serem expostos em feiras como a Expointer.

O presidente da associação, Adriano Lopes, comenta que o registro é necessário para controle genealógico, para participação em programas de melhoramento genético e em provas de avaliação de desempenho, bem como para o pecuarista poder inscrever exemplares em exposições e feiras.

O criador de Canchim no Alegrete, André Gomes, que contou com o trabalho de Carvalho para registrar fêmeas em sua fazenda neste ano, explica que a opção em criar Canchim, uma raça sintética, se dá porque “ela reúne a alta precocidade de produção de carne do Charolês com a rusticidade do zebú”.