Castigado pelas enchentes registradas nos últimos anos, o Rio Grande do Sul também vive um cenário de preocupação com a estiagem, que igualmente castiga os produtores gaúchos. Para promover políticas e traçar o cenário da irrigação, o estande do governo do Estado recebeu, na manhã de segunda-feira (1º), um debate que reuniu diversos especialistas de órgãos públicos e entidades durante a programação da 48ª Expointer.
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, participou brevemente do painel e destacou, justamente, a necessidade de reservar água. “Nos últimos cinco anos vivemos estiagens severas. Não falta chuva no RS, mas ela é mal distribuída. Temos períodos em que chove mais, enquanto outros temos escassez. Mesmo em anos bons, quando chove regularmente, temos alguns períodos menores de estiagem, que causam prejuízos aos agricultores”, explicou.
Brum também apresentou dados que apontam o Estado como o segundo local do mundo mais impactado pelas mudanças climáticas, ficando atrás somente do chamado “corredor dos furacões”, nos Estados Unidos. “Quando se fala em clima, não podemos mais dizer que, quando ela retornar, nos pegará desavisados. Então é neste momento que temos que criar alternativas para reservação d’água”, disse.
Responsável pela promoção do debate, o subsecretário de Irrigação do Estado, Paulinho Salerno, ressaltou a importância de integrar o tema na programação da Expointer. “Ficamos muito felizes de dedicar a segunda-feira a este tema, para que possamos apresentar o programa de irrigação, debater a legislação e as lacunas de produtividade no Estado”, justificou.
Salerno também afirmou que abordar a irrigação é fundamental para projetar o Programa de Irrigação do RS. “A nova fase ainda está em construção, mas será bem alicerçada e terá mudanças importantes, que vão garantir a continuidade do sucesso do programa. A gente avançou em mais de 26 mil hectares na primeira e queremos somar na segunda edição, quem sabe até o final deste ano, ainda mais de 30 mil novos hectares irrigados. Para o ano que vem, queremos avançar em um percentual parecido com esse”, reforçou.
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O subsecretário também considerou a necessidade de reservação como um dos principais desafios para que a pauta da irrigação avance no Rio Grande do Sul. “A nossa ideia é avançar para que, nos períodos em que não temos chuvas adequadas, consigamos utilizar a reservação, não só para a irrigação, mas também para a dessedentação animal”, finalizou.
Além de Brum e Salerno, o painel também contou com a participação de representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).