As exportações gaúchas de ovos somaram 5,78 mil toneladas em 2025, um recuo de 11% em frente ao resultado de 2024. No entanto, houve alta de 28,4% na receita. Em todo o ano passado, o valor chegou a 21,85 milhões de dólares. No período anterior, o Estado havia alcançado 17 milhões de dólares. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Em 2024, o RS chegou a ser o maior exportador de ovos entre os estados, mas no ano passado, enfrentou os embargos de diversos países em razão do caso de influenza numa granja comercial em Montenegro em maio. Em agosto, o Chile voltou a comercializar com o Estado, o que ajudou na recuperação do setor.
Recorde Nacional
Em âmbito nacional, as exportações de ovos (in natura e processados) totalizaram 40.894 toneladas em 2025, o recorde histórico, e ainda supera em 121,4% o total registrado em 2024, com 18.469 toneladas. Houve ainda recorde em receita: 97,240 milhões de dólares, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com 39,282 milhões de dólares.
Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos tiveram o maior volume, 19.597 toneladas (+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).
“O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
“Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país”, acrescentou.
Santin ainda destaca a “consolidação da cultura exportadora” do setor brasileiro, lembrando que a expectativa é manter o fluxo em patamares positivos. Segundo ele, esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno.
Volume por estado em 2025
- Mato Grosso: 9 mil t (+911,6%)
- São Paulo: 8,9 mil t (+ 179,4%)
- Minas Gerais: 7,78 mil t (+97,3%)
- Rio Grande do Sul: 5,78 mil t (-11%)
- Espírito Santo: 4,14 mil t (+715,8%)