A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) apresentou na noite desta terça-feira, 29, um documento com a posição da entidade sobre 38 projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A apresentação da “Agenda Legislativa de 2025” ocorreu em evento na sede da federação, com o presidente do parlamento gaúcho, Pepe Vargas (PT), do líder do governo na Casa, Frederico Antunes (Progressistas) e de outros 11 deputados estaduais, além do secretário de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum.
Os 38 projetos de lei, considerados como de impacto direto sobre o agronegócio gaúcho, contemplam questões como irrigação, segurança fundiária, defensivos agrícolas e direito à propriedade privada. O mais antigo tramita desde 2011 na Assembleia.
Do conjunto, a Farsul se manifestou favorável e/ou convergente em relação a 20 propostas, contrária e/ou divergente em relação a 15 proposições. Três projetos ainda se encontram sob análise da entidade.
O encontro também abordou o endividamento dos produtores rurais gaúchos depois de cinco anos de adversidades climáticas.
“De 2020 a 2024, deixamos de colher 40 milhões de toneladas de grãos”, salientou Gedeão.
Sem considerar as perdas da safra 2024/2025, provocadas pela estiagem ocorrida desde meados de dezembro, “o povo gaúcho perdeu mais de R$ 160 bilhões. Se considerarmos o agronegócio como um todo, vamos a R$ 360 bilhões. Isso é dinheiro que deixou de circular no Estado”, acrescentou Gedeão.
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, destacou que, dos cinco maiores complexos industriais do Rio Grande do Sul, quatro deles são relacionados diretamente com o grão produzido no Estado.
“Se não tenho grão, não tenho produção industrial. Não é à toa que de 2020 pra cá, por conta desse ciclo terrível, o Rio Grande do Sul está 12 pontos percentuais abaixo do PIB do resto do país”, disse Da Luz.
