Rural

Fenasul termina com queda de quase 42% no faturamento

Resultado foi reflexo da redução de oferta devido à seca no Estado

Fenasul terminou, neste domingo, no parque Assis Brasil, em Esteio, com queda de 41,7% no faturamento
Fenasul terminou, neste domingo, no parque Assis Brasil, em Esteio, com queda de 41,7% no faturamento Foto : Tarsila Pereira
A 8ª Fenasul terminou, neste domingo, no parque Assis Brasil, em Esteio, com queda de 41,7% no faturamento, que fechou em R$ 1,025 milhão para 844 animais, fruto da queda do preço médio de R$ 2,1 mil para R$ 1,21 mil. Em 2011, a receita foi de R$ 1,76 milhão para 838 exemplares.

Mesmo assim, o resultado, reflexo da redução de oferta devido à seca e a ausência de grandes remates, foi considerado satisfatório. “Temíamos até pela presença dos criadores. Quem é produtor sabe como é difícil deixar a propriedade num momento desses, em que muitos potreiros estão sem água”, disse o presidente da Gadolando, José Ernesto Ferreira. O tombo só não foi maior pela qualidade da oferta. E completou, arrancando aplausos da plateia esvaziada: “Vocês são os heróis dessa festa.” Entre os destaques citados, os leilões do gado Holandês, cujas vendas saltaram128,9%, e de ovinos Texel, que movimentou R$ 93,6 mil na estreia.

As ausências do governador Tarso Genro e do secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, no Desfile dos Campeões frustrou as expectativas de anúncio da nova data da Fenasul para 2013. Conforme o presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Farsul, Francisco Schardong, o assunto será debatido na quarta-feira. A expectativa é que a próxima edição ocorra em abril, junto com o Bocal de Ouro, o que, segundo Schardong, tornaria o evento mais atrativo para a raça Crioula, responsável pelas cifras milionárias das primeiras edições, como em 2006, quando os negócios atingiram o volume recorde de R$ 5,8 milhões.

Mas há divergências. Para o novo presidente da Gadolando, Marcos Tang, empossado neste domingo, o ideal para as raças leiteiras é final de maio. O último discurso de Ferreira como presidente após 10 anos no comando foi de desabafo. Ele reclamou do descaso com a pesquisa estadual. “O governo vendeu as nossas vacas de pesquisa, um rebanho registrado”, criticou, lamentando o fim desse trabalho em Vacaria e Hulha Negra.

Único representante do governo na cerimônia, o diretor do parque, Telmo Motta, defendeu o Piratini. “Há muitos anos a Fepagro vem em situação calamitosa”. Mas reconheceu: o cenário talvez não justificasse tal medida.

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