O MST alega que a área foi arrendada ilegalmente. “Nenhuma proposta concreta foi apresentada. Destinar áreas para pesquisa é insuficiente. É necessário aliar o assentamento. O governo firmou compromisso de assentar mais de 550 famílias até setembro e nada ocorreu”, afirmou João Paulo da Silva, da coordenação estadual do MST.
O secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Ivar Pavan, enfatizou que as áreas de pesquisa da Fepagro não serão disponibilizadas para a reforma agrária. “O governo pretende recuperar a função de pesquisa no desenvolvimento estratégico da agricultura familiar e do pequeno produtor”, disse. Pavan informou que o Estado mantém a meta de assentar as mil famílias acampadas no RS até o final de 2012.
“O cronograma está atrasado, pois esperamos a liberação de recursos por parte do Incra. Já temos uma área de 300 hectares em Charqueadas e aguardamos a finalização do processo no Supremo Tribunal Federal referente à Fazenda Palomas, em São Gabriel, totalizando 1,250 hectares. Se o parecer for favorável serão mais 200 famílias assentadas possivelmente este ano”, acrescentou Pavan.
O presidente da Fepagro, Danilo dos Santos, revelou o objetivo de recuperação da entidade nos próximos anos. “Quadruplicamos nosso orçamento e até janeiro pretendemos convocar aprovados em concurso. Além disso, estamos trabalhando para recuperar a posse de prédios e áreas cedidos às empresas que não pagam de aluguel”, ponderou.
