A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informou acompanhar com atenção a confirmação, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade em um estabelecimento comercial no país. O foco em um matrizeiro de aves comerciais em Montenegro, no Vale do Caí, foi notificado na segunda-feira, 12, e confirmado na sexta-feira, 16.
“O caso marca uma nova etapa na presença do vírus que, até então, se limitava a aves silvestres e de criação caseira”, avaliou a entidade em nota.
De acordo com o comunicado, desde 2022, mais de 4,7 mil surtos de gripe aviária altamente patogênica foram notificados na região da América Latina e do Caribe, afetando desde aves de criação e aves migratórias a mamíferos marinhos e até mesmo animais de estimação. “A propagação do vírus segue as rotas naturais das aves migratórias, conectando ecossistemas do Canadá até a Terra do Fogo”, afirmou a FAO.
Para a FAO, além de representar uma ameaça à saúde animal, o vírus gera preocupação crescente em razão do potencial de transmissão de aves vivas para seres humanos e também pelos impactos em sistemas alimentares, na biodiversidade e na saúde pública da região. Na nota, a entidade reforça que o consumo de frango e ovos continua sendo seguro, sobretudo quando bem cozidos, e que o risco de infecção humana permanece baixo.
Ainda de acordo com o comunicado, ao longo dos últimos meses, países como Argentina, Colômbia, México, Panamá, Peru e Porto Rico também anunciaram casos de influenza aviária de alta patogenicidade.
Neste domingo, 18, além dos casos em Montenegro e no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, o site do Mapa para monitoramento da síndrome respiratória e nervosa em aves apontava a existência de duas investigações em andamento, ainda sem conclusão de exames laboratoriais. Em ambas, há suspeita de infecção de galinhas. Em Aguiarnópolis (TO), seriam aves de uso comercial. Em Salitre (CE), de subsistência.