Rural

Funcionários protestam contra o fim da Cosulati em Pelotas

Grupo contesta salários atrasados e cobra reação da cooperativa frente à possiblidade de encerramento das atividades

Em torno de 40 funcionários e ex-funcionários da Cooperativa Sul Riograndense de Laticínios (Cosulati) protestaram nesta sexta-feira, em Pelotas, contra o encerramento das atividades da cooperativa. “Os salários estão atrasados há três meses, o fundo de garantia também não está sendo depositado há seis anos. O 13º salário do ano passado não foi pago. Inúmeros trabalhadores foram demitidos e ainda não receberam sua rescisão”, justificou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação de Pelotas, Lair de Mattos. O líder afirma que há duas propostas de parceria com outras cooperativas para que a Cosulati não encerre suas atividades.

O liquidante da Cosulati, Almir Fernando Miguel Mendonça, confirmou a existência de ambas as propostas, e afirmou que estão em análise. “Assim que tivermos alguma posição concreta, podemos falar. Estamos encerrando o balanço, no qual fica evidente uma grande redução da dívida da Cosulati”, garante. Mendonça, porém, não quis comentar o protesto, que permaneceu em frente à sede da cooperativa durante parte da manhã e parte da tarde. “É sabido por todos as dificuldades que assumimos com a cooperativa e a luta para mantê-la até aqui”, disse. 

Os balanço da cooperativa será conhecido na assembleia da cooperativa, programada para as 14h da próxima quarta-feira (4). Entre o posto de Candiota, o setor de administração e fábrica de laticínios em Capão do Leão, atualmente, a Cosulati conta com 140 funcionários.