O governador Eduardo Leite chegou às 9h15 desta segunda-feira, dia, 4, no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre, para a abertura oficial da 2ª Feira da Agricultura Familiar. O governador precisou de cerca de 10 minutos para percorrer um dos dois corredores do pavilhão, com 80 metros de extensão, até chegar ao palco montado no local para a solenidade.
No caminho, provou biscoitos de lavanda produzidos em Picada Café, município da Serra Gaúcha, admirou buquês da flor sempre viva, desidratada, oferecidos por agricultores orgânicos de Porto Alegre, e cumprimentou praticamente todos os expositores ao longo do percurso, entre peças de salame, linguiça, queijos, geleias, garrafas de vinho, sorbet e outros mais da variedade disposta no espaço de 1,2 mil metros quadrados.
Depois, ao microfone, acompanhado do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, discursou salientando a importância do evento para o setor.
“As feiras têm um duplo sentido. Elas vendem por si só, colocam os produtos e geram uma receita importante para as famílias, e ainda são um cartão de visita para abrir o apetite da população para estes produtos, que acabam adquirindo fora das feiras também”, afirmou Eduardo Leite.
O governador destacou que o faturamento das agroindústrias na feira é maior do que o obtido na Expointer, o mais importante evento agropecuário do Estado.
“O valor de venda alcançado, por unidade, é maior do que aquele que a gente vê na Expointer. Isso é muito expressivo”, disse o governador.
De acordo com Carlos Joel, no ano passado, em média, cada um dos 70 expositores da primeira edição da feira da Capital fechou o caixa diariamente com cerca de R$ 4,2 mil. O valor é 150% superior à média diária de R$ 2,8 mil recebida por empreendedor da agricultura familiar durante a 47ª Expointer, ocorrida em agosto e setembro passados.
Participantes elogiam
Com espaço ampliado – em 2023, foram mil metros quadrados – e mais confortável, agora com a instalação de um piso de madeira, a feira deste ano tem 24 expositores a mais, totalizando 94 empreendimentos de 65 municípios gaúchos. O contingente inclui quatro unidades de produção orgânica, certificadas pela Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana. No total, o faturamento da mostra anterior somou R$ 1,6 milhão.
Promovido pela Fetag, com apoio da Secretaria de Governança Local e Coordenação Política e da Secretaria de Desenvolvimento Rural, a organização do evento é elogiada pelos produtores participantes.
O casal Estevão e Clair Biz, proprietários do Sítio das Goiabeiras, de Canela, na Serra Gaúcha, salienta a qualidade das acomodações oferecidas gratuitamente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. “O alojamento é maravilhoso, com colchões e banheiros novos, tudo muito limpo”, diz Clair. De acordo com Estevão, também são disponibilizadas hospedagens em hotel. “Mas aí tem de pagar”, explica. O transporte entre o parque e o Largo Glênio Peres é igualmente proporcionado pela Fetag. Estreante na mostra de Porto Alegre, a dupla comercializa cerca de meia centena de variedades de geleias, frutas cristalizadas e biscoitos.
Serviço
O quê: 2ª Feira da Agricultura Familiar de Porto Alegre
Quando: de hoje, 4/11, até sábado, 9/11, das 8h às 19h
Onde: Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre