Rural

Governo recebe pré-projeto para remodelar o Parque Assis Brasil, em Esteio

Tarso disse, no lançamento oficial da Expointer 2015, que ritmo dependerá do próximo governo

Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio
Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio Foto : André Ávila
O governo do Estado recebeu nesta terça-feira o pré-projeto que norteará os investimentos na área de máquinas e implementos agrícolas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio nos próximos anos. O Núcleo de Mecanização Agrícola, trabalho realizado pela M Stortt, prevê um show room a nova sede do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), espaço para ampliação de cerca de 20% dos atuais 130 estandes, melhores acessos e o calçamento total da área que hoje cobre 60% da área de dez mil metros. Antes de entregar o documento ao governador, o presidente do Simers, Claudio Bier, relembrou novamente o espaço aberto no parque para a ”cidade das máquinas”, ainda no governo Olívio Dutra. A expectativa do executivo é que “muita coisa” possa estar pronta até a Expointer 2015, mas ele não entrou em detalhes já que há muitas indefinições. O pré-projeto depende do aval do governo, da aprovação dos associados ao sindicato e da busca de uma empresa interessada na empreitada. Segundo Bier, esta mesma parceira administraria a área após a conclusão o projeto.

O governador Tarso Genro considera o pré-projeto um novo passo para a remodelação pretendida em todo o parque até 2020. Mas ele lembrou que o ritmo das mudanças, complexas, dependerá do governo a ser eleito em outubro. “Vai depender das ações do próximo governador. Isso não será feito num só governo. O mais importante é que o
processo foi iniciado”, concluiu Tarso. Em seu discurso, o governador falou pouco de Expointer, enfatizou o desenvolvimento econômico gerado  pelos agricultores e sobre a paz no campo, referindo-se a reforma agrária e os sem-terra. “Tenho orgulho de dizer que não houve nenhum conflito relevante no meu governo e no Rio Grande.”

Na rápida cerimônia de lançamento oficial da feira, promotores e co-promotores manifestaram confiança de que a mostra repita o desempenho comercial de 2013, quando foi  registrado recorde de vendas de animais e negócios encaminhados com maquinário, num total de R$ 3,29 bilhões, apesar das incertezas  econômicas e políticas no país. Um dos poucos aplaudido, o vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong, que representou o presidente Carlos Sperotto, que estava em Brasília, enfatizou que a feira é feita pelos produtores rurais, indústrias e animais e disse que independente das obras no parque, o setor primário fará uma grande exposição em parceria com o Estado. “Quando as cores do Rio Grande falam mais alto, a gente é parceiro, nos elogios e nas críticas.” Já o presidente da Febrac, Eduardo Finco, manifestou preocupação com a situação econômica do país, que interferiu na inscrições de animais de argola. Na agricultura familiar, o presidente Joel da Silva, antecipou que a feira será palco de um debate sobre qual o futuro da agricultura familiar. São esperados 15 mil produtores em caravanas.

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