O governador Tarso Genro considera o pré-projeto um novo passo para a remodelação pretendida em todo o parque até 2020. Mas ele lembrou que o ritmo das mudanças, complexas, dependerá do governo a ser eleito em outubro. “Vai depender das ações do próximo governador. Isso não será feito num só governo. O mais importante é que o
processo foi iniciado”, concluiu Tarso. Em seu discurso, o governador falou pouco de Expointer, enfatizou o desenvolvimento econômico gerado pelos agricultores e sobre a paz no campo, referindo-se a reforma agrária e os sem-terra. “Tenho orgulho de dizer que não houve nenhum conflito relevante no meu governo e no Rio Grande.”
Na rápida cerimônia de lançamento oficial da feira, promotores e co-promotores manifestaram confiança de que a mostra repita o desempenho comercial de 2013, quando foi registrado recorde de vendas de animais e negócios encaminhados com maquinário, num total de R$ 3,29 bilhões, apesar das incertezas econômicas e políticas no país. Um dos poucos aplaudido, o vice-presidente da Farsul, Francisco Schardong, que representou o presidente Carlos Sperotto, que estava em Brasília, enfatizou que a feira é feita pelos produtores rurais, indústrias e animais e disse que independente das obras no parque, o setor primário fará uma grande exposição em parceria com o Estado. “Quando as cores do Rio Grande falam mais alto, a gente é parceiro, nos elogios e nas críticas.” Já o presidente da Febrac, Eduardo Finco, manifestou preocupação com a situação econômica do país, que interferiu na inscrições de animais de argola. Na agricultura familiar, o presidente Joel da Silva, antecipou que a feira será palco de um debate sobre qual o futuro da agricultura familiar. São esperados 15 mil produtores em caravanas.
