Rural

Importação de cebolas cresceu 41,7% até abril

Santa Catarina, que é grande produtor, sofreu com estiagem, o que tornou demanda nacional maior

As importações de cebola feitas pelo Brasil cresceram 41,7% nos primeiros quatro meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2020, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. No quadrimestre, chegaram ao país 88,6 mil toneladas do produto. O principal fornecedor foi a Argentina, segundo o Hortifruti/Cepea.

Ainda que a fase da entressafra ocorra em parte do primeiro semestre e, portanto,  amplie a necessidade de comprar cebolas no exterior, este ano foi atípico. Santa Catarina, que é grande produtor, sofreu com  estiagem. “Além de chuvas abaixo das médias históricas, que ocasionaram dificuldades mesmo em propriedades com irrigação, houve vendavais e granizo em algumas regiões”, contextualiza o analista da Epagri/Cepa, Jurandi Gugel. A oferta líquida ficou em 360 mil toneladas, enquanto a média histórica do Estado é de 500 mil toneladas.

Este cenário não deve permanecer por muito tempo. Com o início da colheita da cebola no Nordeste, o mercado voltou a se abastecer de fornecedores internos nas últimas semanas.

Segundo o agrônomo Evair Ehlert, responsável pela área de produção vegetal da região Sul do Estado na Emater, essa conjuntura não tem afetado os preços no Rio Grande do Sul, onde a produção se manteve na média de cerca de 100 mil toneladas.

“Os preços foram bastante remuneradores”, reconhece o presidente do Sindicato Rural de São José do Norte, Charles Amaral da Silveira. Em Rio Grande, Tavares e São José do Norte, onde até a semana passada restava pouco produto disponível, os valores pagos ao produtor ficaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 o quilo.

*Sob supervisão de Elder Ogliari