Os prefeitos de Hulha Negra e Piratini também já assinaram decretos de situação de emergência, segundo as prefeituras municipais. Os documentos, no entanto, ainda não foram homologados pela Defesa Civil. A prefeitura de Pinheiro Machado informa que está reunindo documentos e deve decretar situação de emergência entre hoje e amanhã.
Segundo o secretário do Planejamento de Lavras do Sul, Cláudio Munhós, as perdas são superiores a 60% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade que é estimado em R$ 50 milhões. Ele disse que a última forte precipitação na região ocorreu na Semana Farroupilha, em setembro. “Nos primeiros dias de janeiro, vieram algumas chuvas esparsas”, disse.
O gado, que é a base da economia de Lavras, foi o mais prejudicado. A natalidade do rebanho, que conta com 310 mil cabeças, caiu 30%. O prejuízo financeiro é estimado em R$ 11.724 milhões. A perda de peso e a redução dos animais para abate foi de 24%, o equivalente a R$ 15.066 milhões.
A estiagem na lavoura de soja, plantada em 6,5 mil hectares, provocou dano em 26% da principal cultura agrícola do município. O valor chega a R$ 2.677 milhões em perdas. O milho sofreu prejuízos em 73% dos 3 mil hectares cultivados, o que representa R$ 1.980 milhão. Já o feijão teve uma redução de 80%. Um prejuízo financeiro de R$ 24 mil.
O vice-prefeito de Lavras do Sul, Paulo César dos Santos, está em Porto Alegre para buscar ajuda com a Defesa Civil. O município encaminhou o laudo dos prejuízos e a cópia do decreto de situação de emergência para Brasília.
A prefeitura está auxiliando os cerca de 2 mil moradores das 150 propriedades da zona rural com água transportada por um trator. “Os açudes estão todos secos”, disse o secretário do Planejamento.
