Rural

Mapa desclassifica oito marcas de azeite de oliva por fraude

Outras três marcas foram proibidas pela Anvisa em razão de resultados laboratoriais insatisfatórios, entre outros problemas

Análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária indicaram que produtos são impróprios para consumo humano
Análises do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária indicaram que produtos são impróprios para consumo humano Foto : May Tomas / Embrapa / Especial / CP

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, divulgou um alerta de risco ao consumidor relacionado à comercialização de oito marcas de azeite de oliva consideradas desclassificadas por fraude. As ações de fiscalização foram conduzidas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, em parte com o apoio da Polícia Civil do Espírito Santo e da Polícia Civil de São Paulo.

As marcas desclassificadas são Santa Lucía (MG) e, de São Paulo, Villa Glória, Alcobaça, Terra de Olivos, Casa do Azeite, Terrasa, Castelo de Viana e San Martin.

Amostras dos produtos foram coletadas e analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Com base nos resultados das análises físico-químicas, os produtos foram considerados impróprios para o consumo, e teve início o processo de recolhimento dos lotes, conforme previsto na legislação vigente.

As análises confirmaram que os produtos não atendem aos requisitos da Instrução Normativa nº 01/2012, que estabelece os padrões de identidade e qualidade do azeite de oliva. Foi detectada a presença de outros óleos vegetais em sua composição, o que caracteriza fraude.

O Mapa destaca que a comercialização desses produtos configura uma infração grave, e os estabelecimentos que mantiverem os itens à venda podem ser responsabilizados.

Aos consumidores que tenham adquirido os produtos listados, o Ministério orienta que interrompam o uso imediatamente e solicitem a substituição, com base nas regras previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Proibição pela Anvisa

Em razão de resultados insatisfatórios nos ensaios físico-químicos e de rotulagem feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), CNPJ encerrado, inexistente ou com inconsistência cadastral e origem desconhecida ou ignorada dos azeites, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta sexta-feira, outras três marcas. A agência determinou a retirada das prateleiras dos rótulos Serrano e Málaga, ambos do Rio de Janeiro, e Campo Ourique, da Bahia.

Denúncias sobre a comercialização desses produtos podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR, informando o nome e o endereço do local de venda. O Mapa alerta, ainda, para que os consumidores verifiquem cuidadosamente as informações sobre a empresa responsável nos rótulos, já que, por se tratar de fraude, pode haver uso indevido de nomes semelhantes a marcas conhecidas de azeite de oliva.

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