Rural

Movimentos ligados ao campo protestam contra burocracia no socorro à seca no RS

Cerca de 100 manifestantes se concentram no pátio do prédio do Incra, na Capital

Manifestantes penduram faixas protestando contra contra burocracia no socorro à seca
Manifestantes penduram faixas protestando contra contra burocracia no socorro à seca Foto : Bruno Alencastro
Movimentos sociais ligados ao campo realizam protestos em todo o Estado, nesta quarta-feira, reivindicando socorro aos agricultores afetados pela estiagem. De acordo com um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Adelar Pretto, na semana passada foi encaminhada pauta conjunta das entidades ao governador Tarso Genro, que deveria ser entregue à presidente Dilma Rousseff. “Além das medidas de socorro aos agricultores anunciadas pelos governos estadual e federal serem insuficientes para a recuperação das lavouras, há muita burocracia na liberação dos recursos anunciados. Queremos mais agilidade”, explica Pretto.

Em Porto Alegre, cerca de 100 agricultores estão mobilizados no pátio da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma AgráriaIncra (Incra), na avenida Loureiro da Silva. No Interior, estão previstas manifestações em frente a bancos, prefeituras e estradas em Piratini, Hulha Negra, Livramento, São Luiz Gonzaga, Tupaciretã, Júlio de Castilhos e Manoel Viana.

Cerca de 200 integrantes dos movimentos bloquearam nesta manhã a BR 158, em Santana do Livramento, Fronteira Oeste. Os manifestantes se concentram no km 536 e devem interromper o trânsito de 15 em 15 minutos até às 16h, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os trabalhadores pedem doação imediata de milho e trigo, renegociação das dívidas dos que não foram contempladas pelas medidas anunciadas pelo governo federal, e concessão de bolsa-estiagem.

A mobilização, que deve se estender durante todo o dia, é coordenada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag), Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) e Via Campesina.

Centro do Estado

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) estão concentrados em frente à agênia do Banco do Brasil, em Júlio de Castilhos, no Centro do Estado. Cerca de 300 pequenos produtores estão no local desde às 9h.

As principais reivindicações do grupi são a ajuda para os atingidos pela estiagem e a renegociação das dividas. Segundo o representante dos pequenos produtores, Alcides Cavalheiro, a principal pauta é o aumento do tempo de renegociação das dívidas. O trânsito em frente a agência foi interrompido.

Com informações dos repórteres Renato Oliveira, Patrícia Meira e Janine Souza


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