Ampliar o conhecimento do consumidor sobre o azeite de oliva, inclusive possibilitando que possa identificar um legítimo extravirgem, e estimular o turismo e o agronegócio estão entre os principais objetivos da Olifeira, cuja terceira edição foi aberta nesta quinta-feira, 17, em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Promovido em parceria entre a prefeitura do município e a Associação Brasileira dos Consumidores de Azeite de Oliva e Derivados (Abrazeite), o evento se estende até o próximo domingo, 20, no Largo José Claudio Machado, no centro da cidade, com entrada franca.
“Guaíba, além de realizar a maior feira do setor, é reconhecida como a porta de entrada da Rota das Oliveiras”, disse o prefeito Marcelo Maranata (PDT), em entrevista coletiva, referindo-se ao roteiro de turismo implantado por lei estadual em 2019.
Hoje, a rota reúne cerca de 40 municípios vinculados à produção de olivas e derivados, a maior parte deles situada na Metade Sul do Estado.
Sem citar números de resultado financeiro esperado, ou mesmo o obtido em edições anteriores da Olifeira, Maranata destacou a contribuição do evento para atrair visitantes à cidade e contribuir com a ampliação da renda de pequenos e médios produtores rurais.
“São coisas que ainda não conseguimos medir, mas a rede hoteleira está lotada, os restaurantes também e estamos fomentando o agronegócio”, afirma. “Quando realizamos uma feira local, toda nossa economia se movimenta”, acrescentou o prefeito.
Presidente da Abrazeite, a advogada Lauren Oliveira destacou o objetivo da entidade que comanda.
“Não temos produtores associados. É uma associação de consumidores. Nosso objetivo é fazer com que o consumidor saia daqui satisfeito e com conhecimento e paladar apurado, sabendo inclusive identificar um legítimo azeite extravirgem”, explicou Lauren Oliveira.
A expectativa de Lauren é de que cerca de 90 mil pessoas circulem pelo Largo José Cláudio Machado até domingo, conferindo produtos dos 35 expositores e participando da programação que inclui palestras, aulas de gastronomia e culinária, degustações e até mesmo shows como o da dupla sertaneja Marcos e Belutti, no dia de encerramento.
O evento está montado às margens do Guaíba, com uma belíssima vista de Porto Alegre como cenário. Uma das maneiras mais práticas de chegar à feira, desde a Capital, é por meio do catamarã, cujo terminal está localizado junto ao largo.
Surpresa com a variedade
Nesta quinta-feira, o público predominante era de estudantes de Ensino Fundamental e Médio, mas visitantes de outras faixas etárias também circulavam entre os estandes. Rosane Goettert, 64, e Fernando Rabaldo, 71, ambos de Porto Alegre, adquiriram azeites da Casa Marchio, de Encruzilhada do Sul, representada na feira pelo proprietário, Paulo Marchioretto, 65.
Pela primeira vez na Olifeira, Rosane manifestou surpresa ao saber que existem mais de duas mil variedades de olivas e a importância do Rio Grande do Sul na produção nacional do óleo. O Estado responde por cerca de 70% do azeite elaborado no Brasil, com rótulos consagrados nos mais prestigiados e concorridos concursos internacionais.
“E Encruzilhada do Sul é o município com a maior produção estadual”, lembra Paulo Marchioretto.
Poucos metros adiante, Maria Luiza Reginato, uma das sócias da Olivae, de Piratini, organizava a exposição dos três varietais disponibilizados pela marca em sua segunda participação na Olifeira. A empreendedora disse estar bastante confiante com a comercialização e divulgação proporcionada pelo evento.
“As feiras específicas de azeite de oliva sempre oferecem melhor resultado financeiro”, garante Maria Luiz Reginato.
