Rural

Pandemia retarda contratações de safristas

Sindicato teme que abertura de vagas temporárias não atinja os 8% a 10% esperados

Com as restrições da bandeira preta e a limitação do quadro funcional das indústrias a 75%, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa) teme que a abertura de vagas temporários para processamento da safra do tabaco não atinja os  8% a 10% esperados.

O presidente eleito do Stifa, Gualter Baptista Júnior, explica que a entidade se preocupa com a saúde das pessoas, assim como reforça apoio às medidas de controle do coronavírus tomadas pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul. No entanto, o novo cenário preocupa com o avanço na contaminação. “Se há pouco mais de um mês estávamos otimistas com a retomada das contratações na indústria, agora é com apreensão que acompanhamos este retardamento dos contratos dos sazonais”, admite o dirigente.

Apesar da apreensão, o sindicato acredita na continuidade dos contratos sazonais porque a safra amplia a oferta  do tabaco, que, associada à demanda do produto no mundo, mantém a necessidade de admissões temporárias.

O presidente eleito acredita, no entanto, que as contratações ainda  ocorrerão, mas em menor quantidade e em ritmo mais lento. “A safra terá que ser processada e comercializada e, por isso, os trabalhadores terão que ser chamados”, prevê. “O que se projeta agora é uma prorrogação de contratos e um incremento menor de pessoas”, calcula.

Baptista Júnior diz que o fator limitante de 75% da capacidade operacional das empresas imposto pela classificação de bandeira preta,  é agora o que mais prejudica a retomada dos temporários na indústria do tabaco.