A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) oficializou a assinatura dos Termos de Colaboração com Escolas Família Agrícola (EFAs) e Casas Familiares Rurais (CFR), na quinta-feira, 26, na 24ª Expoagro Afubra, realizada em Rio Pardo. A iniciativa busca o fortalecimento da permanência de jovens no meio rural e à promoção do desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
As parcerias firmadas contemplam oito instituições comunitárias reconhecidas pelo Conselho Estadual de Educação, distribuídas em diferentes regiões do Estado: Casas Familiares Rurais de Campinas das Missões, Alpestre, Frederico Westphalen e Catuípe, além das Escolas Família Agrícola de Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, Vale do Sol e Canguçu. Cada uma das instituições receberá investimento estadual de R$ 99.844,62 para a execução de projetos voltados ao atendimento de jovens vinculados à Pedagogia da Alternância.
"Com a assinatura dos termos, o governo estadual reforça sua estratégia de apoiar a agricultura familiar por meio da educação, reconhecendo o papel das EFAs e das Casas Familiares Rurais como espaços fundamentais para a formação de novas gerações de agricultores", analisou o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim.
A política pública busca incentivar a sucessão familiar no campo, ampliando oportunidades de formação e geração de renda para jovens rurais. Os recursos serão aplicados em ações que promovem a diversificação produtiva, agregação de valor e aumento da renda nas propriedades familiares.
A formalização das parcerias foi viabilizada a partir da publicação de edital de manifestação de interesse e de inexigibilidade de chamamento público, lançados pela SDR em 2025. Todas as entidades habilitadas apresentaram projetos técnicos e documentação necessária, demonstrando interesse em atuar conjuntamente com o Estado.
Educação conectada à realidade do campo
A base metodológica das ações é a Pedagogia da Alternância, modelo educacional que integra o aprendizado teórico com a prática nas propriedades rurais. Nesse sistema, os estudantes alternam períodos de formação nas escolas com a vivência direta nas atividades familiares, permitindo a aplicação imediata do conhecimento adquirido.
A proposta busca não apenas qualificar os jovens, mas também valorizar o modo de vida rural, estimular a inovação nas propriedades e reduzir a evasão escolar. Ao conectar educação e produção, a iniciativa fortalece o protagonismo da juventude rural e contribui para a sustentabilidade econômica e social do campo gaúcho.
