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Parque Zoológico de Sapucaia do Sul contabiliza 102 mortes motivadas pela Influenza Aviária

As mortes são de aves aquáticas, entre elas cisnes, patos e marrecos; está mantida a suspensão para visitação do parque por tempo indeterminado

Os protocolos adotados pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) junto ao Parque zoológico de Sapucaia do Sul são para reduzir os riscos e evitar novas mortes de animais motivadas pela Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), também conhecida pela gripe aviária. São protocolos rígidos com redução de circulação. Desde o fechamento do parque, apenas 3 mortes foram registradas, de um total de 102. De acordo com a Sema, todas as mortes foram de aves aquáticas, entre elas cisnes, patos e marrecos. Não houve contaminação ou mortes de animais mamíferos.

A suspensão para visitação do parque segue por tempo indeterminado. A manutenção do fechamento ocorre após a confirmação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na última sexta-feira (16/5), de que mortes de cisnes e patos foram diagnosticadas pela gripe aviária. O acesso do público já estava suspenso de forma preventiva desde quarta-feira (14). A investigação da causa da morte incluiu a análise de amostras.

Após a confirmação de que as mortes de aves aquáticas registradas no Zoológico de Sapucaia do Sul, foram em razão da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), protocolos emergenciais foram adotados. De acordo com a secretária da Sema, Marjorie Kauffmann, o objetivo é mitigar os riscos sanitários e ambientais decorrentes da presença do vírus, adotando protocolos de biossegurança para prevenção e controle da disseminação entre os animais e, também, para levar informações e promover mais segurança aos servidores.

O plano de ação adotado utiliza o Protocolo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que visa, entre outros, reduzir a circulação de servidores no local, além de indicar e orientar um grupo restrito de funcionários que terá contato com os animais. Também será realizada a desinfecção dos poucos veículos que precisarão acessar o local, tanto na entrada quanto na saída do parque.

Os trabalhadores deverão ter atenção para cumprir os protocolos ao lidar com animais doentes e com as carcaças, e deverão utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os pés, máscaras e macacões adequados para minimizar ainda mais as chances de contaminação humana.

Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

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