Os meses de junho, julho e agosto devem ser de neutralidade climática, sem El Niño, nem La Niña, segundo relatório da National Oceanic and Atmospheric Administration. Em teoria, isso significa chuvas e temperaturas dentro da normalidade. Na prática, o que deve ocorrer são chuvas abaixo e temperaturas acima da média. “A atmosfera demora a entender que a La Niña foi embora”, explica a meteorologista e consultora do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Jossana Cera. “Mas não quer dizer que não vai haver geada ou frio; é lógico que vai”, acrescenta.
Diante desse cenário, técnicos já alertam sobre possíveis impactos na agropecuária gaúcha. “Deve-se dar atenção à manutenção do nível de água dos reservatórios, que estão bem baixos”, sugere Jossana, dirigindo-se aos orizicultores. “Até o momento, não se tem perspectiva de elevados volumes de precipitação”, justifica.
Tanto para o cultivo do arroz quanto da soja, a recomendação é aproveitar o período para preparar o solo e melhorar a drenagem da área. Para o trigo, o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, afirma que a cultura não depende tanto da chuva e que períodos secos podem, inclusive, reduzir a incidência de pragas.
