A diminuição do valor provoca queda de lucro para o produtor. No Estado, a produção leiteira também sofreu um revés em função do clima. Já em áreas de Minas Gerais – principal produtor nacional de leite – e Goiás, por exemplo, a produção cresceu, uma vez que o volume de precipitação ficou dentro do esperado. Com isso, o preço da média nacional do produto comercializado caiu. Atualmente, o produtor gaúcho vende o litro por quase R$ 1.
Conforme a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), os escândalos de adulteração do produto, registrados nos últimos meses com a deflagação da Operação Leite Compen$ado, não contribuíram para a queda. No entanto, o vice- presidente do Conselho do Leite da Farsul, Jorge Rodrigues, adverte que novas quedas no preço podem trazer impacto negativo ao produtor.
“É um bom preço para o consumidor e ainda está garantido o custo da produção. Mas é bom lembrar que o produtor ficou trabalhando mais de um ano no vermelho. A gente espera que não haja uma oscilação tão intensa que possa trazer prejuízos”, salienta. O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor lácteo do Brasil, com média diária de até 9 milhões de litros.
