Rural

Preço mínimo da uva é reajustado para R$ 1,80 por quilo

Novo valor vale a partir de 1º de janeiro para os estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste

Elevação acompanha o aumento nos custos de produção da fruta industrial
Elevação acompanha o aumento nos custos de produção da fruta industrial Foto : Rejane Paludo / Emater-RS / Especial / CP

A partir de 1º de janeiro de 2026, o preço mínimo da uva industrial 15º glucométricos (nível de doçura) terá um reajuste de 6,5% sobre o praticado neste ano. O novo valor para o produto da safra 2026 passa a ser de R$ 1,80 nos estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste e tem validade até dia 31 de dezembro do próximo ano. A elevação acompanha o aumento nos custos de produção da uva industrial.

De acordo com os levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a valorização do preço mínimo acompanha a alta dos custos variáveis de produção da fruta e os coeficientes técnicos que participam deste custo e que tiveram maiores participações no custo total foram os fertilizantes (6,2%), tratores e colheitadeiras (11,8%), agrotóxicos (13,4%) e mão-de-obra (21,2%).

O novo valor possibilita ao viticultor arcar, ao menos, com os custos variáveis da produção incentivando a permanência na atividade produtiva. Os preços são definidos antes do início da safra para garantir uma remuneração mínima aos produtores, além de nortear o agricultor quanto à decisão do plantio e sinalizar o comprometimento do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo do estabelecido.

O preço, fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de acordo com a proposta enviada pela Conab para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está publicado no Diário Oficial da União (DOU) pela Portaria nº 867.

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