Presidente da Farsul prevê seguro mais caro

Presidente da Farsul prevê seguro mais caro

Gedeão Pereira reiterou a necessidade do agricultor de contratar o seguro

Nereida Vergara

Pereira prevê uma série de dificuldades para o produtor

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Uma das grandes preocupações dos produtores rurais gaúchos até o lançamento do Plano Safra era o volume de verbas que seria destinado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Convidado do programa semanal Tá na Mesa, da Federasul, em homenagem aos 95 anos da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), o presidente da entidade que congrega mais de 130 sindicatos rurais do Estado, Gedeão Pereira, reiterou a necessidade do agricultor de contratar o seguro. No Plano Safra 2021/2022, o governo destinou R$ 1 bilhão ao PSR. O novo Plano Safra, para o ciclo 2022/2023 vai contabilizar cerca de R$ 2 bilhões.

Mesmo com recursos que considera adequados à realidade, Pereira prevê uma série de dificuldades para o produtor na contratação da cobertura a sua atividade, a começar pelo fato de que as seguradoras habilitadas ao seguro rural amargaram severo prejuízo nos últimos quatro anos, em razão das estiagens ocorridas nas lavouras de soja e milho, principalmente no Estado, mas também no restante do país. À situação das seguradoras, o presidente da Farsul acrescenta a alta de custos, principalmente com fertilizantes, agroquímicos e mesmo com o diesel, que impactou a capacidade financeira das propriedades. "O produtor vai ter de calcular seus custos de produção, entre os quais estará o do seguro, que, já sabemos, vai ficar mais caro", advertiu.



Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895