A indústria de rações animais deve encerrar 2022 com uma produção de cerca de 82 milhões de toneladas desses itens, um aumento de 1,3% sobre o volume do ano passado. Dos segmentos atendidos, os que tiveram melhor desempenho foram os de suínos, bovinos de corte, cães e gatos. Já nos setores de aves poedeiras e gado leiteiro, a estimativa é de queda na demanda na comparação com os números de 2021. Os dados foram divulgados na quinta-feira (8) pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), em seu balanço do ano.
Segundo o CEO da entidade, Ariovaldo Zani, o ambiente inflacionário impactou a cadeia produtiva global de proteína animal, comprometendo os resultados dos produtores brasileiros de carnes, ovos e leite tanto verticalizados quanto independentes. “Ainda assim, é louvável o desempenho do setor diante da escassez de insumos e da inflação cambial, as quais continuam turbinando os custos de produção e os preços de produtos e serviços que corroeram o poder de compra dos consumidores”, avaliou o executivo, em comunicado.
No segmento de suínos, o balanço destaca que, apesar do descompasso entre o custo de produção e o preço pelo quilo vivo pago ao produtor, a produção de rações cresceu 4% em 2022, para cerca de 20,5 milhões de toneladas. No caso do setor de carne bovina, o Sindirações afirma que o bom ritmo de exportações compensou a fraca demanda doméstica e o total produzido deve chegar a 5,9 milhões de toneladas, um avanço de 3%.
No setor de gado leiteiro, “apesar da forte competição imposta pelo leite importado e interrupção na valorização do preço do leite cru, a melhora nas pastagens por conta das chuvas poderá ainda minimizar as dificuldades da atividade e culminar na produção de 6,2 milhões de toneladas de ração” até o final do ano, o que representa um aumento de 3%, destaca o Sindirações. Na avicultura, a previsão é fechar o ano com a produção 35,8 milhões de toneladas de rações para frangos de corte ao longo de 2022, um crescimento de 1%. Já a demanda de rações para aves poedeiras não deve superar os 6,9 milhões de toneladas, e a indústria projeta queda de 4% frente à produção de 2021.
