Rural

Produtores de arroz protestam em Uruguaiana contra os preços pagos pelo produto

Ponte que liga a cidade a Paso de Los Libres foi interrompida

Produtores de arroz protestam em Uruguaiana contra os preços pagos pelo produto
Produtores de arroz protestam em Uruguaiana contra os preços pagos pelo produto Foto : Jairo de Souza / Especial CP
Cerca de 3,5 mil produtores de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina atenderam ao apelo das lideranças da categoria e se reuniram em Uruguaiana, nesta terça-feira, para protestar contra os preços pagos pelo produto e pelos problemas gerados pelo ingresso de arroz argentino no Brasil. A ponte internacional que liga a cidade a Paso de los Libres foi interrompida e eles prometem revezamento de duas em duas horas no local até quinta-feira para interromper o tráfego de veículos.

Das 14h às 18h o bloqueio foi total. Depois desse horário, uma das pistas foi liberada, mas caminhões e ônibus são impedidos de passar. Passageiros estão descendo dos veículos e atravessando a fronteira a pé. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) monitora o protesto. Em Paso de los Libres, a Gendarmeria Nacional da Argentina também estava alerta à movimentação.

A concentração dos orizicultores teve início nas primeiras horas da manhã, no Parque da Agrícola & Pastoril. Em carreata, eles se deslocaram para a praça Barão do Rio Branco, no centro de Uruguaiana, onde participaram, até às 13h, de uma Audiência Pública promovida pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de Vereadores. Durante o evento, os produtores teriam recebido a informação que, em Bagé, a Justiça Federal teria determinado a retomada da cobrança da taxa de Cooperação e Defesa do Orizicultor (CDO), análises químicas, e avaliação fitossanitária e a ativação das balanças para pesagem das cargas importadas da Argentina.

Logo depois, em Assembleia do Movimento Te Mexe Arrozeiro – durante o almoço servido aos produtores preparado com 400 quilos de arroz e 350 quilos de carne – foi decidido o bloqueio da ponte internacional como forma de sinalizar a disposição da categoria em não parar a luta enquanto as medidas aguardadas pelos orizicultores não forem atendidas.

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