Com investimento de R$ 925 mil da CEEE Equatorial, o Projeto Recuperação de Biomas I deve recuperar e conservar 300 hectares de campo nativo do Bioma Pampa em quatro municípios da região Sul do Rio Grande do Sul. Desenvolvida pela Fetag-RS, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Estado (Sema/RS), a iniciativa beneficiará diretamente 60 famílias de pecuaristas familiares de Arroio Grande, Jaguarão, Herval e Pedro Osório.
Segundo o engenheiro de Meio Ambiente da CEEE Equatorial, Joel Juliano Kleinpaul, “a distribuidora acredita que a conservação do Bioma Pampa passa pelo fortalecimento das famílias que vivem e produzem nesse território. Este projeto une preservação ambiental e desenvolvimento sustentável, promovendo a recuperação dos campos nativos e valorizando a pecuária familiar como aliada da biodiversidade.”
Os recursos aportados pela CEEE Equatorial integram as ações de compensação ambiental por meio da Reposição Florestal Obrigatória (RFO), mecanismo que permite apoiar projetos voltados à conservação e recuperação de ecossistemas nativos. O projeto prevê a adoção de práticas de manejo conservacionista em aproximadamente 300 hectares de campo nativo, contribuindo para a conservação dos recursos naturais e para o incremento da sustentabilidade das propriedades rurais atendidas.
Para Agnaldo Barcelos, diretor da Fetag-RS, o projeto demonstra que é possível aliar conservação ambiental e desenvolvimento rural.
“A recuperação dos campos nativos e o fortalecimento da pecuária familiar caminham juntos. Essa parceria com a CEEE Equatorial permitirá ampliar ações que beneficiam diretamente as famílias rurais, preservam o Bioma Pampa e estimulam práticas produtivas sustentáveis, com resultados positivos para toda a sociedade”, afirma.
Ao longo de 28 meses, as famílias participantes receberão assistência técnica especializada para implementação e acompanhamento das ações previstas. Cada propriedade contará com cinco visitas técnicas destinadas ao diagnóstico ambiental, planejamento do manejo, análise de solo, monitoramento e avaliação dos resultados alcançados.
O projeto também contempla a implantação de duas Unidades de Aprendizagem Coletiva (UACs), que funcionarão como propriedades de referência para demonstração de boas práticas ambientais, capacitação de produtores e intercâmbio de experiências entre famílias, técnicos e instituições parceiras. Ao todo, estão previstas 20 oficinas voltadas a temas como manejo sustentável do campo nativo, conservação do solo e da água, recuperação ambiental, regularização ambiental, mudanças climáticas e gestão da propriedade rural.
Meliponicultura
Outra frente de atuação será o incentiv o à meliponicultura, atividade voltada à criação de abelhas nativas sem ferrão. O projeto prevê a realização de oficinas específicas e a distribuição de 20 caixas de abelhas para famílias participantes, contribuindo para a polinização, a conservação da biodiversidade e a diversificação das atividades produtivas nas propriedades rurais.
Além dos benefícios ambientais, o objetivo é fortalecer o reconhecimento da pecuária familiar como atividade estratégica para a conservação do Bioma Pampa, promovendo a integração entre preservação ambiental, desenvolvimento rural sustentável e geração de renda. A expectativa é que as práticas implementadas nas propriedades atendidas possam ser ampliadas para outras áreas e servir de referência para novos projetos de conservação no Estado.
