Rural

Propriedade em Nova Erechim passa por desinfecção após foco de doença de Newcastle

Uruguai anuncia retomada de importações de produtos avícolas do Brasil, e embargos de mercados internacionais ficam restritos a Santa Catarina

Técnicos realizam procedimentos sanitários e controle de trânsito, com inspeção de veículos
Técnicos realizam procedimentos sanitários e controle de trânsito, com inspeção de veículos Foto : Keli Magri / Divulgação / CP

O Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), coordenado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), informou neste sábado (7) que segue adotando as medidas previstas nos protocolos sanitários para o encerramento do foco de doença de Newcastle registrado em uma propriedade no município de Nova Erechim. No caso dos três primeiros focos, identificados entre os dias 18 e 26 de outubro, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, os procedimentos sanitários foram finalizados. Na propriedade onde foi identificado o quarto foco, já foi concluída a depopulação das aves.

A ação foi acompanhada presencialmente por médicos-veterinários da Cidasc e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal (SISA-SC), da Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina. Neste momento, está em andamento a desinfecção dos galpões onde as aves estavam alojadas. Após a conclusão dos procedimentos e o cumprimento do período de vazio sanitário, a propriedade poderá retomar suas atividades, assim como as três primeiras, que já passaram por todas as etapas sanitárias previstas nos protocolos.

Nas áreas de vigilância dos três focos iniciais, a Cidasc já concluiu a vistoria de todos os estabelecimentos avícolas comerciais e de 100% das propriedades com criação de aves de subsistência. As ações de vigilância e monitoramento seguem em andamento no entorno do quarto foco, com o objetivo de identificar possíveis ocorrências e prevenir a disseminação da doença.

Outra medida fundamental para a contenção da emergência é o controle de trânsito, com inspeção e desinfecção dos veículos que circulam nas áreas abrangidas pelas ações sanitárias. Atualmente, seis barreiras estão em funcionamento na região, onde são desinfetados, em média, mais de mil veículos por dia.

Decisão uruguaia

Também neste sábado, o governo federal informou que o Brasil conseguiu reverter, em apenas 19 dias, todas as restrições comerciais de abrangência nacional impostas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O resultado foi alcançado na sexta-feira (6), com a decisão do Uruguai de reconhecer a regionalização sanitária e retomar as importações de produtos avícolas provenientes das demais unidades da Federação. Em 2024, após uma ocorrência da doença no Rio Grande do Sul, o país levou 74 dias para alcançar o mesmo resultado.

Com a decisão uruguaia, nenhum parceiro comercial mantém restrições às importações de produtos avícolas provenientes de todo o território nacional. As limitações impostas pelos mercados internacionais ficam agora restritas a Santa Catarina.

Veja Também

Segundo o Mapa, a medida representa um avanço importante para a defesa agropecuária brasileira e demonstra os resultados do trabalho de articulação técnica e negociação conduzido pelo governo para ampliar o reconhecimento internacional da regionalização sanitária.

“Quando um país reconhece a regionalização, ele entende que uma ocorrência sanitária em determinado município não representa, necessariamente, um risco para a produção de todo o território brasileiro. (...) O trabalho técnico, aliado à interlocução permanente com as autoridades estrangeiras, permitiu avaliações de risco mais rápidas e decisões proporcionais à situação sanitária”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi.

Com as restrições delimitadas ao estado, o impacto sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas passa a corresponder a aproximadamente 15 mil toneladas por mês, o equivalente a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, de cerca de 500 mil toneladas.