Rural

RS amplia os embarques de ovos no ano

As exportações cresceram até setembro 22,7% em volume e 14,3% em receita

Ao contrário do Brasil, o Rio Grande do Sul aumentou as exportações de ovos em volume e receita no ano
Ao contrário do Brasil, o Rio Grande do Sul aumentou as exportações de ovos em volume e receita no ano Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP

O Rio Grande do Sul ampliou as exportações de ovos em volume e em receita no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro o Estado embarcou 5.217 toneladas, crescimento de 22,7% em relação às 4.253 toneladas registradas no mesmo período de 2025. E o faturamento chegou a US$ 18,391 milhões, alta de 14,3% frente aos US$ 16,090 milhões do ano anterior.

Apenas em setembro, os embarques gaúchos alcançaram 728 toneladas, avanço de 11,5% sobre as 653 toneladas exportadas no mesmo mês de 2025, enquanto a receita recuou 16,2%, de US$ 2,643 milhões para US$ 2,216 milhões.

No mercado nacional, as exportações de ovos registraram crescimento em setembro, mas seguem em queda no acumulado do ano.

O Brasil exportou 2.686 toneladas no mês passado, alta de 29,4% em relação às 2.076 toneladas embarcadas em setembro/2025. A receita também avançou, de US$ 5,536 milhões para US$ 5,866 milhões, crescimento de 6%.

No acumulado de janeiro a setembro, porém, o volume exportado pelo país caiu 34,1%, de 34.378 para 22.669 toneladas. Já a receita recuou 38,4%, passando de US$ 80,832 milhões para US$ 49,769 milhões.

“A comparação evidencia uma diferença importante entre o desempenho gaúcho e o nacional. Enquanto o Rio Grande do Sul amplia suas exportações de ovos em volume e receita no acumulado de 2026, o Brasil registra retração nos dois indicadores”, destaca a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), em nota.

Crescimento também em frango

Nos embarques de frango, entre janeiro e setembro o Rio Grande do Sul ampliou sua presença internacional ao exportar 561,7 mil toneladas, alta de 11,6% em relação às 503,1 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

Já a receita das vendas externas alcançou US$ 1,106 bilhão, crescimento de 22,6% frente aos US$ 902,1 milhões registrados naqueles primeiros nove primeiros meses.

“Os resultados demonstram o avanço da participação gaúcha no comércio internacional da proteína e o desempenho positivo da cadeia exportadora”, ressalta a Asgav/Sipargs.

Em setembro foram embarcadas 68 mil toneladas de frango, volume 4,3% superior às 65,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo: US$ 136,5 milhões, avanço de 15,9% em comparação aos US$ 117,8 milhões do setembro anterior.

| Foto: Asgav / Divulgação / CP

“O desempenho da receita acima do crescimento do volume indica uma evolução favorável do valor médio obtido por tonelada exportada", ressalta.

"O resultado reforça a importância da competitividade comercial e da capacidade de a indústria gaúcha atender às exigências do mercado internacional”, acrescenta a instituição.

Expansão brasileira

O cenário positivo da avicultura gaúcha acompanha o crescimento das exportações brasileiras de carne de frango. No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 4,42 milhões de toneladas, aumento de 14% em relação às 3,88 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

E a receita alcançou US$ 8,67 bilhões, crescimento de 21% frente aos US$ 7,17 bilhões dos nove primeiros meses do ano passado.

Em setembro, os embarques brasileiros somaram 500,4 mil toneladas, alta de 3,7% na comparação com as 482,3 mil toneladas do mesmo mês de 2025. A receita avançou 14,7%, passando de US$ 858 milhões para US$ 984,2 milhões.

Preservar a competividade

“Na carne de frango, o aumento da receita acima do volume embarcado é um indicador importante para a análise do desempenho comercial do setor. Já no mercado de ovos, o Rio Grande do Sul apresenta crescimento no acumulado do ano, mesmo diante de oscilações mensais”, avalia o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos

“O desafio é preservar a competitividade da produção gaúcha, ampliar oportunidades comerciais e manter condições para que a cadeia continue avançando no mercado internacional”, complementa.

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