A fábrica deve entrar em operação em 2014. Inicialmente, será produzida a vespinha para adubação agroecológica, que hoje tem de ser trazida de Minas Gerais. Segundo o diretor presidente da Fepagro, Danilo dos Santos, serão investidos R$ 2 milhões, verba garantida junto ao BNDES. Os cubanos, ligados a organizações agrícolas em Matanzas e Havana, entrarão com o suporte técnico para o funcionamento.
Para esse intercâmbio, o governo tem reservado 220 mil dólares. Segundo Santos, o modelo assemelha-se ao de uma incubadora. A biofábrica será responsável pela formulação do insumo e produção de matrizes. Já a produção em escala será feira por empresas, cooperativas e associações instaladas ao redor da biofábrica.
Detentor de 32% da produção nacional de biodiesel, tendo produzido 860 milhões de litros em 2011, o Rio Grande do Sul tem o desafio de aumentar a produção de matéria-prima para etanol. O consumo seria de 1 bilhão de litros, considerando plástico verde e combustível. O presidente da Emater, Lino de David, reconhece que outro limitador é que existe apenas uma indústria de cana de açúcar no Estado, em Porto Xavier. "A questão da cana é que ainda precisamos desenvolver a cadeia produtiva", reconhece. Uma das frentes para esse avanço é o aumento da produtividade da cana, que nos campos gaúchos é de 35 toneladas por hectare, a metade do outras regiões do país, como São Paulo.
