Rural

Secretário sugere nova gestão na venda do leite

Para Luiz Fernando Mainardi, atual modelo favorece adulterações no produto

Para Mainardi, atual modelo instiga a à fraude de intermediários
Para Mainardi, atual modelo instiga a à fraude de intermediários Foto : Bruno Alencastro / CP Memória
O secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, defendeu um novo modelo de gestão na venda do leite para evitar adulterações como a revelada nesta quarta-feira, em que formol era misturado ao produto. Apesar de enfatizar que o caso trata-se de “uma exceção”, ele destacou a necessidade de uma nova forma de comércio.

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“No nosso entendimento, a forma de a gente evitar que isso ocorra é através de a nota do produtor for emitida diretamente à indústria, sem ser emitida a um atravessador, porque daí vamos obrigar a indústria a se responsabilizar também pelo transporte, como não é hoje”, afirmou o secretário, em entrevista à Rádio Guaíba na tarde desta quarta-feira.

“Precisamos organizar a cadeia como um todo. Os elos devem funcionar”, ressaltou Mainardi. “Precisamos terminar com esse intermediário. Hoje se remunera o leite pela qualidade, pela sanidade e pelo volume. O produtor que tiver um volume maior de leite acaba recebendo mais. Isso faz com que surjam os intermediários que vão comprando leite dos pequeninos, vão formando um volume grande e quando têm um volume de 50 mil litros por dia acabam recebendo a mais. Isso é um estimulador para que eles possam batizar o leite”, explicou.

“Caso é uma exceção”, ressalta Mainardi

Ao longo da entrevista, o secretário repetiu que o caso é uma exceção. Para ele, “99% dos produtores, transportadores e indústrias” têm a qualidade almejada. “Estamos falando de uma exceção, que está sendo investigada fortemente”, garantiu. “O produtor não coloca água no leite, porque ele sabe se lá na frente constatarem que foi ele que colocou ele terá de pagar todo o volume do leite coletado”, apontou. “A indústria não quer saber de botar água. Ela quer saúde e é fiscalizada. Indústria fiscalizada quer saber de qualidade também.”

“Precisamos de um modelo de gestão da cadeia do leite que compreenda a totalidade, que vai da sanidade, da genética, por manejos para aumentar a qualidade, que haja transporte de qualidade, que o produtor tenha refrigeradores de qualidade na sua propriedade, que o transporte seja de qualidade”, sugeriu. “Isso é possível.”



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