Segundo a diretora financeira da Secretaria da Agricultura (Seapa), Adriana Moraes, o enxugamento virá da realização de licitações ao invés de contratações emergenciais e de medidas como modificação da distribuição de energia elétrica no parque, que passará a ter um registro único de consumo. A centralização acabará com os "gatos", uma economia de 40%. "Nossa intenção é garantir um lucro aproximado entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões", antecipa a diretora.
O custeio da mostra inclui contratação de terceiros para o gerenciamento do novo sistema de acesso ao parque, prestação de serviços de limpeza e segurança, além de montagem de alojamentos e gastos com água e diárias de veterinários e zootecnistas. Essa é a metade do plano, a outra são as fontes de receita. Na conta do Estado, bilheteria e estacionamentos irão gerar R$ 2,5 milhões e as locações de áreas R$ 1,5 milhão. Mas a aposta mais alta está nos patrocínios, de onde poderiam sair entre R$ 4,5 milhões e R$ 5 milhões com injeção de empresas ligadas aos governos estadual e federal como, por exemplo, Banrisul e Petrobras.
Segundo ex-coordenadores da Expointer, superávit não se traduz em sobra. "A maior parte dos patrocínios de estatais não se transforma em dinheiro no caixa do governo, pois todo recurso despendido tem de ser empregado em ações previstas em projetos a serem desenvolvidos na feira", opina um ex-integrante do pelotão de frente da Expointer 2010.
Na edição passada, a feira, com custo estimado em R$ 5,34 milhões, fechou no negativo. Entre os motivos para o déficit estão a ausência de verba federal e a frustração de receita com a bilheteria. Até hoje, o pagamento ao Estado de R$ 1,66 milhão é questionado judicialmente pela CCS, empresa vencedora da licitação. Assim, a receita teria somado R$ 2,16 milhões entre autorizações de uso e locações, contratos e convênios, patrocínios e pagamento parcial da bilheteria da feira de 2010.
