Rural

Selo ambiental do Irga recebe 232 inscrições de propriedades

E a entidade informa que a semeadura do cereal supera os 92% da área prevista para o RS

De forma inédita neste ano o Selo Ambiental do Irga também será requisito para acesso ao Pagamento por Serviço Ambiental
De forma inédita neste ano o Selo Ambiental do Irga também será requisito para acesso ao Pagamento por Serviço Ambiental Foto : Paulo Lanzetta / Embrapa / Divulgação / CP

A iniciativa que visa certificar as propriedades com produção sustentável de arroz, o Selo Ambiental do Irga, encerrou suas inscrições com 232 propriedades inscritas para a certificação da safra 2025/2026.

Com critérios que avaliam o manejo, a conformidade com a legislação ambiental e de que forma, o cultivo sustentável do arroz impacta na melhoria da qualidade de vida dos envolvidos na atividade agrícola, certifica as propriedades em categoria Prata e Ouro, tendo a rastreabilidade como critério de diferença.

Nesta edição, foram recebidas por parte da equipe técnica, inscrições de produtores de todas as regiões orizícolas do Rio Grande do Sul, “tivemos um salto muito expressivo, na safra anterior foram 113 selos entregues. Agora, chegamos a 232 selos inscritos, o que representa um crescimento de mais de 100%”, destaca o presidente do Irga, Eduardo Bonotto.

Com a finalização do período de inscrição, agora, após avaliação documental, serão realizadas as vistorias técnicas nos empreendimentos e parecer final por parte da comissão. A expectativa é que os certificados sejam divulgados e entregues de forma oficial às produções sustentáveis, no dia 14 de abril de 2026.

Pagamento por Serviço Ambiental

O Selo Ambiental do IRGA, de forma inédita, neste ano, também será requisito para acesso ao Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), promovido em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, o qual tem previsão para abertura de edital na primeira quinzena de dezembro/2025, e que beneficiará com recursos de R$ 80,00 para Categoria Prata e R$ 100,00 para Ouro, por hectare cultivado.

O especialista em Orizicultura Rafael Santos, coordenador do Selo Ambiental do IRGA, reforça a importância e a satisfação da alta adesão por parte dos produtores, “o aumento expressivo no número de inscrições reflete, primeiramente, a importância que o orizicultor gaúcho já atribui à conservação ambiental dentro da porteira. Mas há também um fator prático decisivo: o produtor viu valor nos benefícios diretos. Além de que a possibilidade de acessar o PSA do Estado, somada ao desconto de 0,5% na taxa de juros do Crédito Rural no Plano Safra, serviu como uma grande motivação para buscar o selo'", pontua Rafael.

A certificação avalia critérios como Planejamento e Gestão; Organização e Higiene; Conformidade Legal e Trabalhista; Gestão de Resíduos; Manejo e Nutrição do Solo; Gestão de Água; Uso responsável de Insumos; Manejo Integrado de Pragas; Rastreabilidade e Manejo Pós-Colheita.

Semeadura

O Rio Grande do Sul é o principal responsável pela produção de arroz no país, sendo 70% dos grãos produzidos no Brasil, do Estado. Em processo de semeadura, o RS já conta com 849.111 hectares de arroz semeados, ou seja, 92,28% área de intenção total.

Conforme relatório da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), exceto a Região Central, que se aproxima, todas as outras cinco regiões arrozeiras já estão em fase de finalização da semeadura.

Na Região Zona Sul, com 153.179 hectares, os índices já registram 97,85% da intenção. Na Fronteira Oeste, uma das regiões com maior área de arroz no Estado, são 92,08%, 250.282 hectares semeados.

Já na Planície Costeira Externa, já foram semeados 92.384 hectares, o que representa 97,36%. A Planície Costeira Interna, registra 95,02% da intenção total, ou seja, 133.479 hectares. E na Região Campanha, são 126.763 hectares, 93,46%.

A Região Central é a área com o menor percentual, com 93.014 hectares, o que representa 77,05% da intenção total.

A finalização da semeadura no Estado é acompanhada com expectativas positivas, uma vez, que a época de semeadura é um dos principais pilares na formação da expressão do potencial produtivo. “Alinhado ao manejo inicial da lavoura, a finalização da semeadura no mês de novembro é de extrema importância. São pontos chaves para a construção conjunta de uma boa safra”, afirma o gerente da Dater, Luiz Fernando Siqueira.

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