Servidores de nível superior, médio e fundamental da extinta Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), realizaram mobilização nesta terça-feira (23), na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Porto Alegre. Organizado pela Associação de Servidores das Ciências Agrárias do RS (Assagra), o ato teve como objetivo pressionar o secretário da Agricultura, Márcio Madalena, a recebê-los e defender a inclusão de 95 servidores do quadro da Fepagro na reestruturação das carreiras.
O grupo, que reuniu 15 servidores da Capital e do Interior, foi recebido por Madalena, quando solicitaram agenda com o vice-governador Gabriel Souza para tratar da demanda, já que na época da extinção da Fepagro ele era líder do governo. Vários servidores fizeram depoimentos sobre a situação de dificuldades devido à defasagem salarial.
Segundo a entidade, Madalena sinalizou a possibilidade de concessão de gratificação para compensar, atualizando sobre o andamento do processo administrativo que trata deste pleito. Dos 95 servidores que ficaram de fora da reestruturação das carreiras, projeto aprovado em 2024, 47 são de nível médio, 34 de nível fundamental e 14 de nível superior.
“Muitos colegas de nível fundamental recebem menos de um salário mínimo e acumulam defasagem salarial que supera o 100%. Nós estamos falando da vida profissional e pessoal destes servidores”, suplica o presidente da Assagra, Paulo Henrique Souza da Silva.
Os 95 servidores atuam em laboratórios e no administrativo do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi. A categoria argumenta que são 12 anos de perdas salariais, além de atrasos e parcelamentos.
A Seapi informou reconhecer a legitimidade da pauta da categoria e disse que mantém diálogo no governo do Estado na busca de alternativas para sua viabilização. Segundo a pasta, existe um processo administrativo em tramitação referente à concessão da Gratificação de Estímulo à Defesa e ao Fomento Agropecuário (Gdefa). No momento, está sendo avaliada a disponibilidade orçamentária necessária para a implementação do benefício, observadas as normas e os limites legais vigentes.
