O banco cooperativo Sicoob vai disponibilizar aos Planos Safras da agricultura empresarial e da familiar o montante de R$ 70 bilhões em crédito, entre linhas de custeio (R$ 32 bilhões, +50,7%), investimento (R$ 18,7 bi, +63%), comercialização (4,3 bi, +4%), industrialização (R$ 1,9 bi, -30,5%), e outros destinos.
O montante é R$ 10,5 bilhões superior ao tomado da instituição pelo campo no ciclo agrícola anterior, encerrado em 30 de junho, então em R$ 59,5 bilhões, uma expansão de 17,7%. Os números do crédito da instituição foram apresentados pela diretoria à imprensa na manhã desta segunda-feira, 6.
“O Sicoob segue na pegada do crescimento”, definiu o diretor de Desenvolvimento Comercial, Marcelo Carneiro, sobre a ampliação de valores ofertados. Conforme ele, o crescimento da instituição naturalmente melhora os negócios dos associados.
“A cooperativa conhece o seu cooperado e leva o crédito na medida da conta do cooperado”, destacou.
E do montante ofertado para todo o agronegócio brasileiro em 2026/2027, já que o banco opera em 2.513 municípios dos 26 estados e Distrito Federal, o total de R$ 2 bilhões estará disponível em agências do Rio Grande do Sul, informou o gerente institucional de Agronegócio do Sicoob, Raphael Santana.
“Caso os produtores tenham mais demanda e seja viável economicamente para os produtores, (o valor) pode ser maior”, ainda ressaltou.
Inadimplência
O diretor-presidente do banco, Marco Aurélio Almada, lembrou que a instituição faz um “esforço grande para ser um agente perene de crédito rural” aos agricultores. “É isso que o produtor precisa: previsibilidade”, ressaltou ao lembrar da atuação do banco junto ao setor, e citou que dos 10 milhões de clientes do banco, 600 mil são agricultores.
Almada disse que a margem de renda do produtor rural segue positiva, ainda que o “retorno possa não ser o que ele gostaria”.
E mencionou o aumento significativo na inadimplência no setor, que passou, no caso do atraso de 90 dias, de 0,08% 2022 para 2,1% atualmente. “No crédito rural sempre foi muito pequena”, explicou. “É uma inadimplência respeitável.” Mas disse que o banco tem renegociado os atrasos com os inadimplentes. “Na adversidade é que o cooperativismo faz a diferença”, esclareceu.
