Rural

Sob vaias, Sartori pede união na abertura da Expointer

Governador do Estado precisou gritar para ser ouvido em Esteio

Ministra Kátia Abreu esteve na cerimônia
Ministra Kátia Abreu esteve na cerimônia Foto : André Ávila
Sob vaias e manifestações de servidores estaduais que protestam no Parque Assis Brasil, em Esteio, por conta do parcelamento de salários, o governador José Ivo Sartori  realizou nesta sexta o discurso na cerimônia de abertura da Expointer. Sem comentar os protestos, exaltou o sucesso da feira, que, segundo ele, é o Rio Grande do Sul que dá certo.

Tendo que falar alto, quase gritando, para tentar superar o barulho causado pelos manifestantes, Sartori destacou o volume de negócios da Expointer. “Já somamos mais de R$ 735 milhões no volume de negócios, máquinas, artesanato, animais, agricultura familiar e um publico superior a 300 mil pessoas. Esses números vão aumentar até domingo. Temos que exaltar o trabalho de todos os parceiros. Ressalto que o Parque Assis Brasil, onde começa a primeira concessão público e privada do nosso governo, projeto que vai aumentar a capacidade do parque e melhorar o atendimento dos frequentadores. Valorizamos muito o significado social da Expointer. Aqui as famílias convivem”, disse o governador que lembrou do vendaval que destruiu parte do Parque Assis Brasil no final do ano passado.

“Quem viu o Parque Assis Brasil após o vendaval de dezembro pode ter achado que não seria possível realizar a Expointer. O esforço conjunto da iniciativa privada, do poder público e da sociedade gaúcha resultou no sucesso que hoje todos nós estamos vendo. Nós nunca deixamos de acreditar. Mobilizamos equipes, fizemos parcerias e conseguimos”, destacou.

Sem falar diretamente aos servidores sobre os problemas causados com o parcelamento dos salários, José Ivo Sartori afirmou que o Estado precisa de união e solidariedade para sair da crise. O governador fez um discurso de defesa da necessidade das medidas tomadas.

“Chegou a hora de pensar no bem comum, no conjunto do Rio Grande, nas pessoas mais simples e nos gaúchos e gaúchas que tocam a vida para frente apesar das dificuldades, especialmente daqueles que muitas vezes não têm com quem contar. É com união e solidariedade de todos que vamos recuperar o setor público. Precisamos arrumar a casa e estimular o crescimento. A Expointer renova a confiança e a esperança. A prova que o Rio Grande que dá certo está aqui. Vamos seguir em frente, mas sempre de pé, olhando para frente e sem medo para plantar a semente de mudança”, finalizou.