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Subcomissão debate aplicação de herbicidas hormonais no Rio Grande do Sul

Relatório deverá ser concluído em agosto após reuniões em diversas regiões do Estado

Macieira afetada pela deriva do herbicida hormonal 2,4-D
Macieira afetada pela deriva do herbicida hormonal 2,4-D Foto : José Sozo / Divulgação / CP

A subcomissão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul que trata sobre a aplicação de herbicidas hormonais no Estado teve sua primeira reunião na última terça-feira, dia 15. O grupo definiu qual sistema de trabalho que será adotado e estabeleceu um cronograma de atividades. Coordenada pelo deputado Elton Weber (PSB), a subcomissão terá o deputado Adão Preto Filho (PT) como vice-presidente.

Serão realizadas 11 reuniões entre maio e julho em diferentes regiões do Estado para debater o tema com agricultores, entidades, pesquisadores e empresas, entre outros. O relatório deverá ser concluído em agosto e será elaborado pelo deputado Adolfo Brito (PP).

O requerimento para a criação da subcomissão foi aprovado por oito votos a zero, no dia 10 deste mês, pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo logo após uma audiência pública marcada por diversas manifestações e relatos, também realizada na Assembleia Legislativa. O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, deputado Zé Nunes (PT), explica que a subcomissão terá 120 dias para propor uma solução legislativa que preserve as culturas afetadas pelos efeitos dos herbicidas hormonais (como a deriva), como é o caso da vitivinicultura.

“Vamos ampliar a discussão envolvendo todos os setores. O que não pode é perdurar essa situação com o uso dessa substância acabando por inviabilizar as demais cadeias produtivas, como a produção de maçãs, oliveiras, frutíferas e hortaliças”, afirmou, acrescentando que o Rio Grande do Sul sempre se destacou por sua agricultura diversificada. O herbicida hormonal mais conhecido é o 2,4-D, utilizado na preparação do solo para o cultivo da soja.

O deputado Adão Pretto Filho (PT) adiantou que pretende protocolar um projeto de lei solicitando a proibição da utilização da substância do 2,4-D e de todos os demais herbicidas hormonais nas lavouras do Rio Grande do Sul.

“Já é notório que os acordos e medidas que tiveram no passado de um acompanhamento mais rígido (da aplicação) não deram certo. Infelizmente, aumentaram os casos de perdas de alguns municípios e produtores”, justificou.

Adão Pretto Filho ressaltou que é um crítico do uso de agrotóxicos, pois em seu entendimento existem outras alternativas para o manejo de pragas na agricultura. Destacou que há comprovações científicas de que é possível produzir 30% a mais utilizando bioinsumos do que o modelo convencional, preservando a natureza, a saúde dos agricultores e do consumidor.

Sem papel deliberativo, os trabalhos da subcomissão também serão acompanhados pelos deputados Luciano Silveira (MDB), Capitão Martim (Republicanos) e Miguel Rossetto (PT).

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